Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 10/06/2020

No mundo contemporâneo e globalizado, onde há um grande fluxo de pessoas entre todos os continentes, verifica-se um cenário em que as epidemias de doenças podem se espalhar de forma rápida e alcançar diversas localidades. Com o aumento significativo de casos de uma doença e assim o início de uma epidemia, ou pandemia, muitas vezes gerada por problemas de saneamento básico ou higiene pública, é fato que as populações atingidas desenvolvam uma situação de descontrole social e um estado de preocupação e medo generalizado.

Tendo em vista que em muitos locais do mundo a presença de saneamento básico é precária ou inexistente, assim como a higiene por parte das pessoas em zonas de grande concentração populacional, há um quadro onde doenças, provenientes de animais ou que são transmitidas quando não há uma higiene adequada, atingem muitas pessoas, assim gerando uma situação epidêmica.

Tal situação pode ser exemplificada pela pandemia de peste bubônica na Europa em meados do século XIV, que ocasionou a morte de um terço da população do continente e gerou uma situação de histeria da população. A doença era transimitida principalmente pelas pulgas dos ratos.

Como resultado de um pequeno fluxo populacional entre continentes na época desta pandemia a mesma se resumiu ao continete europeu. Entretanto, no mundo contemporâneo as epidemias ou pandemias se propagam rapidamente e em diversos locais, por conta de turismos, viagens de negócios ou imigração, assim, com este grande espalhamento de doenças, a histeria populacional se intensifica e pode se tornar mundial no mundo globalizado.

Em suma, para que as epidemias contemporâneas não ocasionem uma grande histeria populacional, é preciso que os países mais desenvolvidos invistam, por meio de impostos arrecadados de suas populações, em pesquisas e desenvolvimento de vacinas e medicamentos para novas doenças, afim de que as mesmas não tomem grandes proporções.