Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 10/06/2020
A filosofia da supremacia humana possui seus antecedentes enraizados desde a Pré-história, quando se adaptaram a sobrevivência, desenvolvendo a caça, a luta e ascensão através do raciocínio lógico. Entretanto, grandes desolações em massa provocadas por seres microscópicos colocam em cheque esses preceitos, principalmente quanto ao nível de terror que estas ainda causam em decorrência dos anos, que combinado a ignorância e desinformação, prejudicaram os seres humanos em escala histórica.
O fenômeno da Globalização, que proporcionou muitos avanços socioculturais, tecnológicos e o alicerce perfeito para que de fato a filosofia da supremacia possivelmente pudesse vir a estender-se como uma verdade, trouxe também diversos problemas. No amparo da saúde, o estreitamento de fronteiras também possibilitou que grandes disseminações de patógenos pudessem ocorrer com maior facilidade, como foi o caso do SARS e do atual Covid-19, ambos frutos de epidemias que alcançaram repertório mundial com seus grandiosos números de óbitos.
Além da proximidade física, este fenômeno também proporcionou um fluxo elevado de informações sem nenhum nível de fiscalização, o que principalmente perante ao século XXI, tem contribuído a desinformação e a propagação do terror, usufruindo das notórias “Fake News” como verdades absolutas, o que motiva a ignorância e o terror diante a luta contra essas grandes manifestações de doenças. Evidência de tal fato é a volta do Sarampo, doença que já fora erradicada, mas que, motivado ao movimento antivacina, retornou ao cenário contemporâneo.
Diante de tais eventos, é necessário que ocorra, por parte dos órgãos da saúde, uma maior vigilância e filtro de informações, além de certificação de que contato populacional e principalmente de turistas e de imigrantes, ocorra da maneira correta. Devem ser feitas campanhas de conscientização populacional constantes para que haja, efetivamente, um anseio pela luta das diferentes nações.