Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 12/06/2020

As duas décadas iniciais do século do século XXI, em todo o mundo, foram marcadas pelo desenvolvimento científico, o que proporcionou não só o aprimoramento da tecnologia, mas também novos estudos sobres os seres vivos e não vivos. Nesse contexto, as doenças passaram a ser uns dos principais objetos de estudos de diversas universidades, o que possibilitou a criação de medidas de tratamento mais eficazes. Porém, ainda existem muitas enfermidades que não foram estudadas e sua proliferação pode ser de difícil controle. Por consequência, as epidemias contemporâneas promovem histeria em grande parte da população do globo e ainda existem muitos desafios para com acalmar as pessoas, dentre os quais se destacam a falta de informação e de medidas de contenção

Em primeiro plano, é lícito postular que os meios eletrônicos de comunicação  são as maiores fontes de informação da contemporaneidade e se tornaram muito mais populares que jornais e revistas. Além disso, é valido salientar que a desigualdade social é uma característica marcante de muitos países em desenvolvimento. Assim, fica evidente que nessas nações a desinformação é elevada, uma vez que, de acordo com o portal de notícias da Uol, mais de um quarto população dessas localidades não tem condições nem de ter saneamento básico, quanto mais de comprar algum aparelho para obter informações. Dessa forma, não é de se surpreender que em meio à uma epidemia muitas pessoas entrem em pânico, principalmente quando começar a ver muitos doentes, lojas fechadas e o policiamento mais rigoroso, mas não sabem o que está acontecendo.

Ademais, é relevante destacar que é dever do estado garantir a segurança de seus cidadãos e que em meio à uma epidemia é fundamental que esse tome medidas para com a contenção e prevenção da enfermidade. Entretanto, muitos países não reconhecem a importância das providências de controle, a exemplo do Brasil, que, de acordo com o portal de notícias da G1, durante a pandemia do “coronavirus” de 2020 o presidente da república propôs a abertura do comércios, das academias e dos salões de beleza, afirmando “defender a economia”, o que deixou grande parte da coletividade histérica.

Logo, é indubitável a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, cabe ao estado garantir o acesso à informação e a segurança da coletividade, investindo em programas sociais e em  estudos sobre as pandemias. Dessa forma, será possível fornecer à população carente condições de adquirir aparelhos eletrônicos que transmitam informações sobre o que está acontecendo no mundo e conscientizar os líderes das nações sobre a relevância das medidas de contenção. Somente assim os desafios relacionados à histeria coletiva consequente das epidemias contemporâneas serão superados.