Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 12/06/2020

A histeria coletiva é um transtorno psicológico que ocorre quando os mesmos sintomas se manifestam em um grupo de pessoas sem causa aparente, ou diante de ameaças de epidemias. Nesses casos, elas tendem a perder o controle das emoções, afirma Marilda Novaes Lipp, diretora do Instituto de Psicologia e Controle do Stress, de Campinas (SP)

Atualmente, estamos vivendo uma pandemia, o que significa que determinada doença atingiu mais de um país ou continente. No caso do Brasil, o Coronavírus chegou ao país no final de fevereiro desse ano, e para contê-lo estamos isolando-nos socialmente há três meses. Com isso, mais a OMS dizendo que cerca de 80% dos pacientes podem ser assintomáticos e em suma notícias sobre os péssimos índices do Brasil em relação ao vírus, o professor Antonio Pereira, da PUC-SP, diz que ‘se você passa o dia inteiro apavorando pessoas com informações catastróficas, o mais provável é que pessoas mais vulneráveis emocionalmente entrem em pânico’.

Entretanto, esse transtorno psicológico de massas não surge apenas pelas noticias lidas ou ouvidas, nem só por vermos alguém conhecido adoecer, mas também pela lentidão, insuficiência na resposta e o descaso das autoridades para com as populações de trabalhadores, segundo o Dr. Paulo Frazão, da USP. A doutora em História da Saúde, Christiane de Souza, do IFBA, afirma que os governos sempre temeram que o reconhecimento público de uma epidemia atrapalhasse os negócios, prejudicando a economia, e por conseguinte tenham ações tardias, o que não colabora nem com o controle da doença no país nem com a histeria causada entorno dela.

Por isso, cabe ao governo manter o isolamento social bem como a divulgação dos dados, ao mesmo tempo em planeja uma recuperação segura para todos da população, pensando não apenas na economia mas sim em quem a faz existir.