Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 17/06/2020
Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ignorância da população em relação a higiene, quanto da negligência de ações governamentais em prol das condições sanitárias adequadas. Diante disso, é fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral que a ignorância da sociedade deriva, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. É possível notar a necessidades desses mecanismos na fala do pensador Thomas Hobbes, em que ele diz que o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a falta de informação acaba sendo um problema muito grande, tendo em vista que a informação é a base para que a população consiga se comportar de maneira adequada, e consiga evitar assim, a proliferação de epidemias e a disseminação desses vírus. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que a negligência de ações governamentais em prol das condições sanitárias adequadas como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, é notório que medidas sanitárias são de extrema importância para que uma pandemia não se agrave, e acabe se tornando uma pandemia. Essas condutas acabam atuando como catalizadores para a histeria coletiva, partindo do princípio que, se uma pandemia está acontecendo, e está se dispersando de maneira muito rápida, e se não há uma ações sanitárias, como a determinação de uso de máscaras, as pessoas passarão a não saber como agir. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a displicência por parte do governo contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar os desafios relacionados à histeria dos cidadãos em relação as pandemias contemporâneas, necessita-se, urgentemente, que o tribunal de contas da união direcione capital que, por meio do intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em investimentos para a solução de situações insalubres no Brasil e anúncios informativos sobre quais são as maneiras ideais de como se comportar em situações como essa. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das pandemias da atualidade, e a coletividade alcançará a Utopia de More.