Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 17/06/2020

A vida imita a arte

Lançado em 2011, o filme “Contágio” conta a história de uma nova epidemia, como ela se espalha e seus efeitos pelo mundo. Ainda, no longa é retratado um produto comum da doença, o caos coletivo. E, assim como no filme, a histeria coletiva em epidemias contemporâneas é agravada com a disseminação de fake news e pelo pânico gerado pelo excesso de informações trágicas

No filme já citado, o personagem interpretado por Jude Law é um jornalista que publica notícias falsas sobre a nova epidemia em sem blog. Como a arte imita a vida, nos cenários epidêmicos atuais ocorre a mesma situação, e estas notícias colaboram para o aumento do pânico na sociedade. Isso gera atitudes desesperadas da população, como visto na atual pandemia do Covid-19, em que esta está armazenando alimento, materiais de higiene pessoal e comprando determinados medicamentos que dizem curar a nova doença.

Atualmente, vive-se em uma sociedade conectada e, em uma pandemia isso pode ser fatal. Com a quantidade de notícias trágicas circulando nas redes, a população - já em pânico - tende a repetir determinadas ações, gerando o efeito manada. Psicologicamente falando, as pessoas reproduzem o que seu semelhante faz e isso pode gerar uma falsa sensação de estarem doentes, o que aumenta a busca por ajuda médica, colocando em exposição desnecessária um número maior de pessoas.

Portanto, os desafios causados pela histeria coletiva em epidemias contemporâneas se deve à disseminação de fake news e do excesso de notícias trágicas. Assim, cabe ao Estado controlar os efeitos das notícias falsas, em que o principal é o armazenamento de itens, estabelecendo uma quantia máxima que cada pessoa pode adquirir, a fim de proporcionar o acesso dos itens para toda a população. Somente assim, a vida não imitará a arte e os eventos ocorridos no filme “Contágio” permanecerão apenas na ficção.