Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 18/06/2020
A humanidade sempre foi marcada por epidemias, como a peste negra, a gripe espanhola e a AIDS, por exemplo, e, na situação atual, enfrentamos a crise do coronavírus. Entretanto, a doença em si não é a única preocupação, também há a chamada histeria coletiva, doença nervosa, no casso em conjunto, que causa angústia, preocupações e uma séries de problemas físicos. Logo, o desafios envolvem o modo de combater esta histeria, o medo do desconhecido, o estresse, a vivência de um cotidiano distorcido e a adequação à uma nova realidade.
Frente ao uma doença desconhecida, cuja contaminação é alta e por vezes letal, as pessoas desenvolvem um grande medo perante a ela. Quando se tem a informação de que mais de mil pessoas faleceram em um período de apenas 24 horas devido a esta doença, a população entram em desespero, em angústia e não conseguem agir contra isso, podendo ocasionar em diversas sequelas, físicas e psicológicas, como estresse e obsessão. Entretanto, da mesma forma que existem pessoas que se preocupam demais, há aquelas que não se preocupam, os chamados negacionistas, que, além de colocarem em risco sua própria vida, podem contribuir para o contágio.
Além disso, existe a preocupação que envolve a volta à “vida normal”, como era antes da epidemia. Os protocolos para evitar a contaminação, estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como isolamento social, quarentena ou “lockdown” não são sustentáveis a longo prazo. Dito isso, o desafio abrange como fazer essa abertura e a flexibilidade dos protocolos para que os âmbitos sociais - como escola, trabalho, lazer, entre outros - voltem à normalidade. Entretanto, essa realidade não será igual ao passado, pois tais crises sanitárias refletem na sociedade até que seja desenvolvia uma vacina ou medicamento eficaz, contribuindo para o agravamento da histeria.
Em suma, todos os fatos mencionados expõem a necessidade do governo em investir, com coerência, em medidas sanitárias e econômicas, que propiciarão um cenário, em momentos de crise, mais tranquilo à população e reduzirão este ambiente de pânico que favorece a histeria coletiva. Deve haver também uma atenção especial à saúde mental da população, com investimento em tratamentos específicos para este tipo de problema, pois não sabemos ainda quais serão as sequelas pós-pandêmicas e o quão graves elas serão.