Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 27/06/2020

Tempos de epidemia e Histeria coletiva

O COVID,19, uma terrível epidemia assola a humanidade. Causada normalmente por um vírus ou por uma bactéria, ele se espalha de forma extremamente rápida, muito além do que as autoridades médicas esperam. Nessas condições, uma parcela da população mundial começa a sofrer de histeria coletiva, um comportamento caracterizado por excessiva emotividade ou por pânico. Como podemos lidar com a histeria coletiva nesse momento?

Na Itália, país europeu com IDH (índice de desenvolvimento humano) alto, em apenas um mês (de fevereiro a março de 2020), as mortes pularam de sete para 11.591. Se num país desenvolvido como a Itália contabilizamos estes números, o que podemos esperar no Brasil? Um extermínio em massa?

Mas o que levaria o número de mortes subir tanto? A resposta não é difícil de se deduzir: quanto mais pessoas são infectadas, maior é a quantidade de pessoas que desenvolvem complicações, necessitando ficar mais ou menos 15 dias no hospital, entubadas e, dentre as hospitalizadas, um terço morre. E se todo mundo ficar doente de uma só vez? Certamente, neste caso, os hospitais, não irão dar conta da demanda, e muitos mais morrerão. Na Europa, eles já estão se recuperando, produzindo testes e vacinas, entre outras medidas. Mas este risco não é algo que se possa desprezar, pois se incontáveis mortes já aconteceram na Itália e em tantos outros países, agora a pandemia chegou aqui e nós não estamos suficientemente preparados.

A histeria pode ser causada por vários tipos de pânico. Nesse contexto da pandemia, os principais são: se eu não trabalhar com que dinheiro eu vou comprar comida? E se eu pegar o vírus e passar para um de meus familiares, como vou me perdoar? Essa é a situação de vulnerabilidade de milhões de brasileiros por todo o país, não tendo outra opção senão trabalhar de dia para comer a noite, agudizada quando a suposta “ajuda” governamental nas contas, que seria dada a elas para que estes não necessitassem sair de casa, não foi dada ou foi insuficiente. E, se não bastasse, nossos líderes políticos influenciam para que os que vivem do trabalho se coloquem em risco por medo de perder o apoio dos empresários. Por sua vez, os empresários temem o encolhimento da economia mundial e o encolhimento de seus lucros.

Como podemos resolver este problema? Aumentando os leitos hospitalares? Acredito que não existe uma solução única. Podemos começar exigindo de nossos representantes atuem em unidade para preservar milhares de vidas e, neste momento, ignorem um pouco a pressão dos empresários. Pelo menos, é assim que um país como o nosso deva agir em função da atual realidade.