Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/06/2020
Uma das frases mais impactantes do livro A Peste, de Albert Camus, produzida no contexto da Segunda Guerra Mundial, é: “A estupidez insiste sempre”. Nessa obra, o autor cria o cenário de uma peste, que, associada ao avanço das ideias nazistas, matou boa parte da população. Na atualidade, o vírus Covid 19 assola o mundo, matando, também, muitas pessoas.Semelhante à peste de Cumus, a propagação do vírus coloca em debate a importância de um projeto coletivo para a sociedade.Primeiramente,destaca-se que a contenção do vírus só é possível se todas as pessoas e nações assumirem compromisso com a coletividade.Nesse sentido, tal esforço se mostra como um grande desafio, uma vez que a sociedade líquida é marcada, por relações individualistas e fragmentadas, como ressalta Bauman em sua sociologia. Isso pode ser observado, no descumprimento da principal, medida de profilaxia: distanciamento social parte, da população, e até a liderança máxima do país não estão evitando aglomerações.Em segunda análiseserá necessário elaborar novas regras de convívio social.Na perspectivasociológica de Émile Durkheim, podemos considerarque o avanço do coronavírus é uma anomia, porquanto contribui para a desintegração social e os mais diversos conflitos: crise econômica, desemprego, inflação, instinto de conservação da vida. Contudo, se o processo de combate aos vírus é coletivo, a sociedade precisa estabelecer atitudes de solidariedade, por se tratar de uma doença que afeta a todos, independentemente de classe social.Portanto,para que a realidade não imite a ficção, é necessário que os indivíduos exerçam a empatia, como forma de fortalecer laços de solidariedade. Ademais, o Estado necessita ser o exemplo, procurando conscientizar a população sobre medidas de prevenção, para que os impactos possam ser minimizados e as vidas preservadas.A Peste Negra dizimou milhares de pessoas, vidas foram levadas para escuridão, a esperança já havia ido embora, e só o medo lhe restou, a cada coração a batida era de extrema importância e medo.