Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 27/06/2020

No século XX, com a ocorrência da III Revolução Industrial, as pessoas passaram cada vez mais a transitar entre países, juntamente a isso, houve maior integração entre os indivíduos no meio digital. A partir de tais facilidades, a disseminação de doenças e da histeria coletivo tornou-se mais presente no cotidiano da sociedade, evidenciando assim, problemas como a falta de saneamento básico e a grande quantidade de informações divulgadas na internet.

Primeiramente, é imprescindível destacar que na Constituição de 1988, em seu conjunto de leis, é garantido a todos os cidadãos o direito a saúde. Todavia, tal construção teórica demonstra-se ineficaz na prática, no qual em cidade interiorinas, devido a falta densidade populacional, ocorre uma menor oferta de capital para serem distribuídos entre setores fundamentais como saúde, educação e segurança. Por consequência, acarreta em defasagens em infraestruturas essenciais como o saneamento, facilitando assim, a propagação de doenças.

Outrossim, cabe salientar os problemas ocasionados pela disseminação de notícias, muitas vezes voltadas a temáticas pessimistas. Nessa perspectiva, é notório que as pessoas acabam sendo influenciadas por tais informações, tendo em vista que, segundo Émile Durkheim, “as pessoas são influenciadas pelo meio em que vivem, desde suas ideias até a maneira de agir”. Por consequência, ocorre o surgimento de sentimentos ligados ao pânico e medo, levando os indivíduos a manifestarem desespero e propagarem a histeria coletiva.

Portanto, é mister que, para atenuar a problemática, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, promover uma pesquisa de campo, para descobrir cidades com infraestrutura precária, a partir disso, disponibilizar maior oferta de capital para esses locais, visando assim melhorar as estruturar básica e garantir aos cidadãos condições para se proteger da proliferação de patologias. Ademais, cabe ao Estado em parceria com as empresas de mídia, promover uma redução da disseminação de notícias com temáticas pessimistas, por conseguinte, reduzindo a histeria coletiva. Nessa perspectiva, haverá uma sociedade na qual os avanços tecnológicas serão utilizados para desenvolver uma sociedade igualitária.