Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/07/2020

Instabilidade, incerteza e desinformação. Estes foram os principais resultados proporcionados pela pandemia do coronavírus, o que contribuiu para que o medo se espalhasse de forma tão infecciosa quanto a doença e colaborou para a instauração do caos em meio a uma situação já delicada. Dessa forma, convém analisar o impacto da histeria coletiva no contexto de pandemia, a fim de evitar a disseminação desta em epidemias futuras.

Conforme a fala do filósofo Sócrates de que “existe apenas um bem, o saber, e um mal, a ignorância”, verifica-se o impacto da desinformação durante a pandemia, manifestada principalmente na disseminação de “fake news” que continham produtos supostamente capazes de curar a doença, entre outras inverdades. A falta de informação contribuiu também para agravar o pânico dentro da sociedade, através da venda da doença desconhecida com ares de sensacionalismo pela mídia. Logo, torna-se fundamental a conscientização dos habitantes diante de uma epidemia, com a finalidade de evitar a desinformação e garantir a segurança dos habitantes ao lhes instruir sobre os cuidados a serem tomados para evitar a disseminação da doença.

Outrossim, uma das principais raízes do medo originado com a pandemia advém da crise econômica provocada pela mesma. Enquanto serviços de Delivery apresentaram crescimento, o comércio foi gravemente prejudicado com a epidemia, o que culminou no desemprego, inflação, falência e aumento na criminalidade. Essa situação foi agravada também pelos surtos nos supermercados ocorridos no início da pandemia, onde pessoas tomadas pelo medo estocaram produtos, o que resultou na falta de estoque nos supermercados e obrigou pessoas que precisavam de certos produtos a sofrerem pela escassez, além de abrir a oportunidade para os comércios se aproveitarem da situação e aumentarem o preço dos produtos em falta a níveis absurdos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se adotar medidas específicas diante de uma epidemia, a fim de garantir o melhor para a população. Dessa forma, cabe a mídia e aos governantes tranquilizarem e conscientizarem as pessoas a fim de combater a desinformação e o medo. Mais do que tudo, deve ser incentivada a união e a empatia, através de projetos de doação para pessoas necessitadas, além de leis eficazes que protejam trabalhadores e empresários, de modo que assegurem a sua estabilidade e os cuidados corretos para não o expor ao risco. A situação do coronavírus foi uma de grande irresponsabilidade, que poderia ter sido controlada facilmente caso medidas mais rígidas tivessem sido postas de início, ao invés de uma quarentena prolongada pelo medo e incerteza, e é responsabilidade de cada um refletir e aprender com os erros cometidos.