Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 02/07/2020
O Coronavírus (forma popular de se referir à sars cov-2) é uma doença altamente infecciosa transmitida pelas vias aéreas, essa particularidade já permite sua ampla disseminação em ambientes fechados, os quais boa parte dos humanos está acostumada. Atualmente é conhecido como perigoso apesar de sua taxa de mortalidade pequena à primeira vista, cinco por cento, todavia os índices de ocupação em diversas cidades e estados estão quebrando hospitais, como ocorre em SP, RJ, MG e etc. Isso foi uma situação evitável.
A histeria em massa não foi à primeira atitude em relação ao Coronavírus, em 2019 (primeiros casos) sua periculosidade foi estipulada como mínima, quase inofensiva, fato esse que levou nosso presidente a ignorar pesquisas de alerta quando se havia comprovado o perigo que ele representava. No início de 2020, a Itália sentia o baque que viria para o Brasil. Ali foi o primeiro aviso de que nós precisaríamos nos preparar, que o vírus podia sim derrubar um país, mas nada foi feito, pelo contrário, enquanto os casos se iniciavam no país Bolsonaro citava o vírus como ‘apenas uma gripezinha’.
Muito se comentava sobre o alarmismo da mídia nos discursos do planalto, isso levou ao povo brasileiro se comportar com descaso em relação à doença, priorizando a economia em detrimento da vida dos idosos. O discurso foi mantido por muito tempo, há ainda quem defende formas mais brandas de quarentena, vide diálogo entre o presidente e um apoiador, onde ambos citam como uma alternativa viável uma quarentena vertical. Vale citar que isso ocorre durante a quebra do estado de São Paulo, lá o isolamento social se manteve em 47%, vinte e nove por cento abaixo do ideal (de acordo com uma reportagem da globo, em abril)
No atual contexto as escolhas tomadas para proteger a economia foram ineficientes em seu objetivo primário e em proteger o povo, enquanto adoecemos a economia também se enfraquece, não só isso, mas, também nosso líder em suas decisões afastam investidores. Primeiramente o PIB encolheu 1,5 por cento e depois disso o presidente censura o número de mortes pelo Coronavírus, ambos os fatos afastam investidores e desaceleram ainda mais a economia (de acordo com Luíz Perscechini; economista).
Em síntese, o maior problema causado pela histeria no Brasil foi não ter uma histeria, por mais impactante que soe a despreocupação do povo e do presidente nos deixou em uma situação desconfortável, e a tendência é que ela dure, não só aqui, como no resto do mundo. No futuro, tendo em vista o trauma que passamos atualmente é possível que tomamos decisões mais sábias, em suma o que temos que fazer é aprender com os erros que cometemos.