Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 03/07/2020

Com a notícia de casos recorrentes de pneumonia na cidade de Wuhan, na China, no final do ano de 2019, e após a emissão de um alerta feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre esses acontecimentos, gerou grande preocupação, mas só em janeiro de 2020 descobriram que esse surto se tratava do coronavírus, vírus esse que vem se espalhando em uma velocidade assustadora e tem se tornado uma epidemia, tendo chegado em vários países ocasionando números elevados de mortes, e foi no final de fevereiro que esse vírus chegou ao Brasil, causando além do medo uma histeria coletiva. A primeira ocorrência que testou positivo ocorreu no estado de São Paulo, o homem havia contraído a doença na Itália, onde se encontra a maior quantidade de casos, tendo até 919 mortes em apenas 24 horas, isso porque a doença ainda não atingiu o seu pico, de acordo com Silvio Brusaferro, chefe do Instituto Superior de Saúde do país. Muitos países incluindo o Brasil, adotaram a quarentena para fazer a redução desse evento, visto que já temos 4.256 casos até domingo (29) e 136 mortes, vendo uma situação dessa é compreensível o sentimento de preocupação de muitos, mas não estamos nos precipitando? Após o anúncio da chegada dessa doença a procura por álcool em gel, máscaras e luvas cresceram de maneira elevada, e em pouco tempo eles começaram a desaparecer das prateleiras, e em algumas das vezes as pessoas estavam comprando em excesso o que se torna um problema, visto que dessa forma muitas pessoas ficariam impossibilitadas de fazer a utilização de tal produto, além de que alguns estabelecimentos descumpriram o artigo 39 do CDC (código do consumidor), que proíbe o fornecedor a elevar o preço do produto sem justa causa. Apesar disso devemos manter ao máximo o controle e atender as recomendações médicas. Portanto, para que que não tenhamos uma evolução dessa epidemia é necessário que a sociedade estabeleça atitudes de solidariedade e empatia, já que ela afeta a todos independente de classe social. Ademais, o estado deve ser exemplo, procurando conscientizar a população sobre as medidas de prevenção para que os impactos sejam minimizados e adotar atitudes para com aqueles que vivem em situações precárias e não possuem saneamento básico, já que a doença é prevenida através principalmente da higiene.​