Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 03/07/2020

O novo vírus COVID-19 modificou intensamente a identidade social, financeira e política de todo o mundo. Uma realidade cinematográfica se instalou. Dentro de uma era tecnológica moderna, o não poder resolver deu espaço ao desespero e ao medo. A economia de cada país sendo afetada drasticamente, escolas fechando, pais desesperados, desemprego num pico absurdo. Politicos sem conexão uns com os outros, demonstrando que não entendem nada de vida. A globalização ruindo, tratados rompidos. E a sociedade se desmanchou.

As pessoas mostraram nesses meses de desespero quem realmente são. A foto perfeita da rede social deu voz a pessoas sem um pingo de amor ao próximo. Sem comprometimento social. abrir mão de algo nosso é muito difícil quando é para o bem do próximo (ainda mais quando esse próximo faz parte de milhões de pessoas que nem conhecemos). Não sair, não visitar, não trabalhar, não, não, não. O mais engraçado nisso tudo é perceber que relações foram rompidas pelo simples fato de “querer se cuidar, querer prevenir contágio”. Os valores mudaram. O ser humano é o pior obstáculo no combate ao COVID-19. Talvez ele seja tão nocivo quanto o próprio vírus.

O Coronavírus ataca nosso corpo, causa morte, principalmente em pessoas idosas e com doenças crônicas. O ser humano ataca sua própria  sociedade, causando a morte de toda uma estrutura. Especificamente em nosso país, Brasil, nos deparamos com o caos geral. Temos um Presidente da República incapaz de ser solidário com familiares em luto, sofridos, incapaz de demonstrar preocupação com as pessoas para quem ele governa dando assim o maior exemplo de que essa pandemia não é tão importante como dizem ser.

Enquanto praças, parques e orlas estiverem abertos, com aglomeração de pessoas, mesmo com o uso de máscaras, o vírus permanecerá se alastrando. Não adianta fechar o comércio se os “locais de lazer” continuarem abertos. O ser humano mata, tanto quanto o coronavírus.