Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 05/07/2020

A loucura sob a face da enfermidade

Ao longo da história muitas foram as doenças que atacaram um grande número de indivíduos em determinada localidade, configurando-se uma epidemia. Esse fenômeno não afeta apenas a saúde física mas, também, a saúde mental; de modo a gerar um quadro de estresse psicológico e contribuir para um desequilíbrio psico-coletivo entre as pessoas.

Uma epidemia se classifica, nos estudos do Sociólogo Émile Durkheim, como uma Fato Social Patológico. Ou seja, um evento, não corriqueiro, que tem grande dimensão e que ameaça a sociedade. Mediante a esse conceito é notável sua semelhança para com a situação de coronavírus no Brasil. O vírus se espalha cada vez mais, haja vista sua transmissão rápida e o descuidado das pessoas. Atacando grande parte da população essa enfermidade provoca, também, distúrbios psicossomáticos fazendo com que desordens psicológicas, como a ansiedade, afetem diretamente o funcionamento dos órgãos do corpo. Quando esse quadro psicológico toma grandes proporções, há uma histeria coletiva no qual o delírio a respeito de uma doença aumenta o estresse mental e a ansiedade, possibilitando uma má interpretação de sensações físicas normais e ocasionando em um distúrbio mental.

Paralelamente a esse cenário, a disseminação do vírus tem atingido grandes dimensões. A globalização aumenta a rapidez dos fluxos de pessoas promovendo um maior contato social e, consequentemente, sendo via de contaminação à doença. O coronavírus têm transmissão direta por meio do aperto de mão, espirro, tosse, objetos contaminados e etc. De fácil contágio, medidas como isolamento social, higienização, bem como o uso de máscaras e ácool em gel estão entre os principais cuidados a serem tomados pela população. Uma vez desrespeitadas essas regras, a proliferação do vírus tende a aumentar e provocar um maior número de mortes. Segundo os dados do Ministério da Saúde do Brasil, o país conta com cerca de 1.400.000 pessoas infectadas e com um total de 59.500 mortes por coronavírus. A essas mortes, associa-se, também, o desequilíbrio mental em que o medo, a ansiedade e a loucura se apossam das pessoas, levando-as a morte precoce.

Por conseguinte, uma epidemia afeta a saúde como um todo podendo gerar quadros de estresse físico e mental coletivos. Faz-se mister a ação do Ministério da Saúde do Brasil e dos cientistas de modo a conscientizar a população a respeito do coronavírus e sobre como tomar as devidas medidas preventivas, a fim de que os impactos sociais sejam minimizados e a vida preservada. Ademais, a prática da empatia pelas pessoas, nesse momento conturbado, faz-se necessária para fortalecer os laços de solidariedade.