Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 21/07/2020
O pânico gerado acerca da atual condição pandêmica tem criado mais problemas do que o próprio covid-19. Inúmeros casos de epidemias e pandemias anteriores, trazem com sua história toda uma previsão até o real controle da situação. A maior semelhança de epidemias anteriores com o coronavírus é o comportamento da população. A histeria cria uma necessidade de cumprir todas as formas de prevenção, que muitas vezes chegam de plataformas não confiáveis, e ainda com um agravante: uma geração ansiosa.
Primeiramente, coronavírus tornou-se tão aterrorizante, não pelo índice de mortes, mas pela facilidade com a qual a doença é transmitida. Com todas as consequências da globalização, em poucos meses a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o estado como pandemia global. A maneira como o vírus afetou cada país é diferente, e cabe a esse identificar como lidar com isso. Entretanto, no Brasil medidas foram tomadas considerando a situação do exterior, fazendo com que a curva fosse atrasada.
Logo nos primeiros casos de brasileiros infectados, o país foi se fechando em quarentena. Pessoas estocaram produtos que nem tinham o conhecimento para utilizar, profissionais de saúde trabalharam sem o material correto por conta desses estoques. Com isso, a ansiedade por ficar em casa fez com que a população começasse a lentamente voltar as suas rotinas, fazendo com que o surto realmente chegasse. Agora sem recursos e sem preparo, o ciclo de desespero recomeça.
Em virtude dos fatos apresentados, conclui-se que o maior estorvo relacionado às epidemias é a reação da sociedade. Portanto, a mídia deve apresentar mais do que somente números, e por meio de suas redes, instruir o público a forma correta de lidar com cada mudança descoberta e explicar as consequências de agir histericamente diante do problema. Dessa forma, trazendo a verdade à tona e amenizando o surto desorganizado.