Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/07/2020
Grandes epidemias marcaram a história da humanidade, em todos os períodos, e dizimaram diferentes povos. As epidemias e pandemias que aconteceram e foram registradas ao longo da história causaram momentos de grande tensão e foram catalisadores de transformações em alguns casos. São acontecimentos que colocaram sociedades inteiras sob ameaça e, por isso, são objetos de estudo dos historiadores. Atualmente, apesar da queda da bolsa de valores, do declínio da atividade comercial e dos alertas sobre um corte no crescimento econômico global, algumas empresas se beneficiaram com a disseminação do vírus. A disseminação do novo coronavírus tem causado um terremoto nos mercados globais nos últimos dias, mas algumas empresas têm, pela natureza de seus negócios, irem bem nas bolsas com a crise. Assim, fazendo não subir um nível muito alto de desempregados e os países não sofrerem mais ainda caso a bolsa de valores diminua drasticamente. O continente africano tem até agora cerca de 55 mil casos confirmados de infecções pelo coronavírus, Embora os especialistas alertem que ainda é muito cedo para cantar vitória, o “desastre iminente” previsto por John Nkengasong, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, ainda não ocorreu. Os países africanos mais afetados, até 11 de maio, são a África do Sul, com 10.015 casos, o Egito com 9.400, o Marrocos com 6.063 e a Argélia com 5.723. Juntos, eles representam quase 50% de todas as infecções na África. No continente, os maiores propagadores do vírus SARS-CoV-2 são os europeus, por isso, diversos países já fecharam suas fronteiras e isolaram pessoas advindas da Europa em quarentena. Países com alto número de casos incluem Argélia e Egito, e o primeiro caso foi reportado na Líbia. Mas é na África do Sul onde há maiores números de contaminação, onde soma-se um terço do total de confirmados. O governo do Quênia, onde foi registrada a primeira morte oficial por COVID-19, anunciou o fechamento. Mas o que está por trás da aparente resistência do continente africano à pandemia de coronavírus e por que existem tão poucos casos relatados de covid-19? Alguns especialistas argumentam que a explicação para a suposta exceção que o continente se tornou é que os sistemas de saúde locais não conseguem fazer testes suficientes para detectar mais casos de covid-19, principalmente devido à falta de recursos. Mas, principalmente devido à queda na atividade econômica da África do Sul, suas autoridades de saúde começaram a relaxar algumas medidas a 2 semanas atrás. Todas essas doenças tiraram vidas, mas também forçaram a comunidade científica e médica africana a inovar.