Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 08/08/2020

No século XIV, o mundo presenciou uma das pandemias mais devastadoras devido a disseminação da doença viral da Peste Bubônica, que eliminou um terço da população europeia. Analogamente ao período, o Brasil enfrenta dificuldades ao enfrentar o Coronavírus - causador da pandemia que contamina milhares de pessoas em proporções mundiais -, tendo a histeria coletiva como seu maior desafio, visto que ela proporciona propagação de notícias falsas e a superlotação de hospitais por falsos sintomas.

É indubitável que com o avanço da tecnologia, as informações ganharam velocidade e facilidade de divulgação, atingindo mais pessoas e gerando um maior impacto. Porém, quando utilizada de forma incorreta, a acessibilidade e o engajamento tornam-se um problema, podendo colocar a saúde das pessoas em risco por conta da desinformação, como foi o caso do pastor Valdemiro Santiago. Ele utilizou as plataformas digitais para induzir fiéis a comprarem um produto sem nenhuma eficácia comprovada para a cura da COVID-19, a fim de aliviar a histeria da população em relação ao vírus.

Ademais, segundo a psiquiatra do Hospital Santa Mônica, a pressão psicológica causada pelo estado perturbado faz com que as pessoas se preocupem com o adoecimento, mesmo que estejam perfeitamente saudáveis, levando seus corpos a involuntariamente manifestarem falsos sintomas. Essa ação gera o superlotamento de hospitais, visto que, esses indivíduos buscam tratamento assim como aqueles que realmente apresentam sinais da doença.

Portanto, o Ministério da Justiça deve julgar os casos de notícias falsas com rigor, aplicando penalidades severas por meio de leis, com a intenção de diminuir acontecimentos como esses. Outrossim, o Governo Federal deve espalhar informações sobre enfermidades e saúde por canais comunicativos, para aumentar a conscientização da população.