Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 08/08/2020
Os primeiros casos de COVID-19, também popularmente chamado de CoronaVírus, tiveram sua origem na cidade chinesa de Wuhan, na virada para o ano de 2020. Tal vírus começou a se espalhar primeiramente pela Ásia e, posteriormente, para o resto dos continentes, o que aumentou, massivamente, o número de infectados no mundo todo e se tornou uma pandemia. O termo pandemia se refere justamente a disseminação em nível continental de uma doença.
Com o espalhamento desse vírus pelo mundo, países adotaram a chamada quarentena, que consiste na reclusão das pessoas em suas casas com a finalidade de se evitar aglomerações e, consequentemente, o aumento do número de casos. Entretanto, muitas pessoas não seguiram essa recomendação, inclusive no Brasil, e continuaram a sair normalmente para realizar suas atividades, o que, logicamente, gerou um grande aumento no número de casos no mundo todo. Mídias do mundo inteiro passaram a noticiar o aumento no número de casos, as mortes diárias nos países, os sintomas dos infectados, entre outros. Esses dados passaram a se tornar parte de nosso cotidiano, visto que estão presentes em qualquer rede social, em jornais na televisão e em sites.
Portanto, esse bombardeio de notícias tem um certo impacto em nossa vida. Primeiramente, toda essa informação sobre o vírus nos ajuda a entendê-lo melhor e, como consequência, se prevenir melhor e tomar os cuidados necessários. No entanto, toda essa informação bombardeada todos os dias sobre nós, pode acabar influenciando tanto em nossa saúde mental quanto física. Em meio a tantas notícias ruins, o surgimento de uma notícia boa pode ser um calmante, porém, é necessário verificar a veracidade destas notícias, para não cair nas famosas “Fake News”, que podem gerar uma histeria em massa. Um exemplo de Fake News que gerou histeria aconteceu no Brasil, com a hidroxicloroquina, que foi recomendada pelo próprio presidente da república, Jair Bolsonaro, que disse que a mesma era eficaz no tratamento da doença e influenciou muitos brasileiros a procurar o remédio para poder se tratar da COVID. Contudo, foi comprovado por um estudo de hospitais brasileiros, a Coalizão COVID-19 Brasil, a ineficácia do remédio no tratamento da doença.
Assim sendo, para garantir que Fake News não se espalhem e causem uma histeria na população, ansiosa por uma cura, é necessário controlar a divulgação de notícias, principalmente nas redes sociais. Antes de realizar o compartilhamento de alguma notícia, é de extrema importância que se procure dados que a comprovem. Ademais, por parte do Governo e de organizações de saúde, é de demasiada importância que se divulguem dados corretos sobre a doença em questão, além de pesquisas e estudos que combatam as fake news eventualmente propagadas.