Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 29/07/2020

A Peste Bubônica, pandemia mais devastadora registrada na história humana, resultou na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Eurásia. Nesse contexto, grandes pandemias assolaram o planeta ao passar dos séculos, simultaneamente impuseram uma nova realidade a milhões de pessoas. Na atualidade, o vírus Covid-19 infesta o mundo, em meio do número crescente de infectados e o relaxamento social da quarentena, os desafios da sociedade para lidar com a nova epidemia só aumentam.

Primeiramente, segundo Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, o isolamento social, o medo de contágio e a perda de membros da família são agravados pelo sofrimento causado pela perda de renda. Sob essa ótica, o mundo se transformou com a presença do novo vírus de alto contágio. Em suma, no Brasil embora haja uma constante preocupação das autoridades em relação à economia, os índices de desemprego aumentam em todas as regiões, e os recursos de pequenas empresas se esgotam com o passar dos meses. Outrossim, especialistas apontam que a crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19 entrará para a história como uma das piores que o mundo já experimentou.

Em segunda analise, além dos cuidados relacionados a saúde física, a saúde psicológica dos cidadãos e dos profissionais de saúde é preocupante. De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, casos de depressão aumentaram em 50%, ansiedade e estresse, em 80%. Ademais, o receio de ficar doente, visto que é uma doença de fácil e rápida transmissão, o isolamento social e a falta de perspectiva para o futuro são os fatores que colaboram para o declínio psicológico dos indivíduos.

Entende-se, portanto, a importância da elaboração de meios para lidar os desafios relacionados a histeria coletiva. Assim, cabe ao Ministério da economia a elaboração de planos econômicos, por intermédio de auxílios, para as classes mais necessidades, cujo objetivo é que essa parcela populacional tenha o mínimo de recursos para sobreviver. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, conscientizem a população acerca da importância da ajuda psicológica, por meios de campanhas e propagandas, com intuito de uma melhora nos casos psique. Em resumo, ambas medidas urgem para que os impactos possam ser minimizados e as vidas preservadas.