Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 05/08/2020

Saímos de uma histeria e entramos em outra. E nem isso está muito certo. Hoje enfrentamos múltiplas histerias ao mesmo tempo.

A mais recente, claro, é a do COVID-19, mais conhecido como coronavírus. Além da China, onde o vírus teve origem, grandes cidades da Itália e Japão estão em quarentena, e o Japão fechou todas as escolas.

Nos Estados Unidos, onde até seis pessoas – a maioria, se não todas, anteriormente doentes — tinham morrido, os estados de Washington (onde as seis mortes ocorreram) e Flórida, além da cidade de São Francisco, declararam estado de emergência.

A Amazon pediu que seus 798 mil funcionários cancelassem todas as viagens domésticas e internacionais não-essenciais imediatamente. Enquanto isso, de acordo com a revista Time, “as ações das empresas norte-americanas perderam quase 12% do seu valor e US$3,5 trilhões desapareceram do mercado acionário dos Estados Unidos. Foi a pior semana para o mercado de ações desde a crise financeira de outubro de 2008”.

E “o valor dos títulos de 10 anos alcançaram uma baixa recorde, depois que o coronavírus atingiu os mercados de risco e os investidores passaram a buscar lugares mais seguros”, de acordo com a Markets Insider.

Se essa tendência permanecer, a economia mundial provavelmente entrará numa recessão ou depressão.

E nem o corte de meio ponto nas taxas de juros anunciado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, conseguiu reverter significativamente o pessimismo nos mercados.

A não ser que o coronavírus se torne um assassino em massa, podemos dizer que a histeria em torno do coronavírus causará mais sofrimento do que o vírus em si.