Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 08/08/2020

É notório que existem diversas doenças com um grande poder de disseminação, nas quais a sua propagação em grande escala em um determinado território, acabam possibilitando uma temida epidemia. Hodiernamente podemos utilizar como exemplo a COVID-19, uma doença na qual possuí um alto grau de contágio em que a mesma, imprevistamente, acarretou uma crise de proporções inimagináveis e que certamente entrará para a história como um grande marco. No entanto, o estresse, o medo e a ansiedade podem ser piores, gerando histerias e surtos entre a nossa população dificultando o combate contra o coronavírus.

Percebe-se que a circulação de Fake News através das redes sociais, tem sido um dos principais problemas para o surgimento da histeria entre as pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada pela Avaaz, milhões de pessoas acreditam em pelo menos uma notícia falsa sobre a pandemia no Brasil. Assim sendo, sete a cada 10 brasileiros acreditam em alguma informação falsa divulgada através das redes.

Outro fator existente, é o sumiço do remédio Hidroxicloroquina nas farmácias após o presidente Jair Messias Bolsonaro ter defendido e aconselhado o uso da droga para a população, mesmo quando estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Albany, situados no estado de Nova York, comprovarem que não há resultados conclusivos sobre a sua eficácia no combate à Covid-19. Dessa forma, as pessoas que realmente precisam do remédio, ou acabam se prejudicando pela sua falta nas farmácias, ou acabam se prejudicando pelos preços elevados por causa de sua alta demanda.

Desse modo, para evitar que a disseminação de fake news traga uma certa histeria em meio às epidemias, o governo deverá fazer campanhas através de propagandas em folhetos impressos, revistas, redes sociais e televisão esclarecendo para a população o que realmente está acontecendo, a dimensão do problema e o que as pessoas deveriam adotar para prevenção em um período epidêmico. Além disso, o Ministério da Justiça em parceria com o Governo Federal pode criar uma campanha nacional nos principais veículos de comunicação que alertem a população sobre os perigos das fake news e instruam os cidadãos a reconhecer notícias fraudulentas. Com essas medidas, os problemas de histeria durante períodos de epidemia diminuirão seu impacto negativo sobre à sociedade e à democracia.