Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 08/08/2020

Zygmunt Bauman, um influente sociólogo e filósofo do século XXI, em entrevista à revista ISTOÉ, afirma que não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas. Sob essa ótica, vê-se a importância de uma conduta cautelosa da população diante de momentos de instabilidade, que é determinante para a sociedade pós-crise. Contudo, no que concerne à crise atual, em diversos países, como no Brasil, tal expectativa não se efetivou, haja vista a presente histeria por grande parte da população. Nesse contexto, pode-se afirmar que a causa desse desequilibrio recai sobre a irresponsabilidade da Mídia, com seu sensacionalismo, e a má Administração pública.

A princípio, nota-se o papel significativo que a Mídia representa na formulação da opinião pública, pois serve de fonte de informação para a maior parte da populaçao. No entanto, mesmo com tal incumbência  significativa, ao que parece, grande parte dos meios comunicação não estão  preoucupados com a exatidão de suas notícias, e sim no engajamento dessas, cenário que se torna mais preoucupante em períodos de epidemias ou pandemias, pois promove muitas vezes o sensacionalismo e ajuda na histeria coletiva. Diante disso, em março desse ano, no meio da pandemia atual, por meio de uma entrevista à BBC News Brasil, Paul Slovic, um especialista sobre percepção de risco, saúde e política no mundo, criticou a mídia global, afirmando que ela foca no aumento do número de casos, alargando o medo das pessoas. Também cita a propagação de notícias falsas, e como elas contribuem a sensação mais grave de risco para população, a qual dificulta mais ainda o panorama.

Ademais, percebe-se uma presente má coordenação política dos governos contra as epidemias contemporâneas, as quais, por conseguinte, demostram quanto as relações políticas e economicas são frágeis em um sistema sustentado por crises, gerando cada vez mais insegurança a população. Assim, usando como exemplo o Brasil, o qual  adotou medidas ineficientes e tardas contra a pandemia, assustando a população, suspendendo  quaisquer locais que poderiam atrair multidões, e decretando quarentena, porém não se atentou às regiões mais pobres e com poucos recursos médicos, e também aos cidadãos que precisam trabalhar, paralisando o comécio, e aprofundando as crises existentes, com uma população em desespero que não recebeu orientação adequada pelos próprios representantes,

Dessarte, fica mister dos governos promoverem planos para o enfretamento das crises, promovidos por uma equipe de profissionais diligentes, visando o bem estar da população. Bem como, se tem a necessidade uma melhor reponsabilidade das mídias ao divulgarem notícias que podem levar a histeria da população, não ocultando fatos, mas demonstrando-os de forma integra, tendo como objetivo demonstrar informações diante de como se previnir do risco. Sendo assim, a população se acalmará.