Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 08/08/2020
Muito se tem discutido, recentemente, acerca das causas e principalmente consequências da histeria coletiva em cenários de epidemia, a fim de se compreender os possíveis danos impostos à sociedade. Facilitando o entendimento dos pressupostos de que a sua ocorrência acarreta intensificação do caos social através da dilatação desnecessária do cenário, sobretudo com as Fake News (notícias falsas), porém, os efeitos são inversamente proporcionais, isto é, há tentativa de defesa contra os perigos que uma epidemia apresenta, mas acentuam-se as complicações, como na relação com as problemáticas econômicas.
É inegável que ao se analisar uma sociedade, são recorrentes os casos de paranoia de indivíduos desorientados, que causam pânico generalizado.
Em decorrência de, ora iludidos por falsas percepções da realidade e sensação de insegurança, ora influenciados pelas notícias falsas que por menor que sejam se transvestem de uma verdade duradoura, com capacidade de majorar o caos no ambiente populacional, como dito por Winston Churchill, `` Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.´´
Ao contrário do que muitos acreditam, anteparo exagerado não é sinônimo de eficácia em segurança, majoritariamente, resulta em agravamento da situação. Por exemplo, uma epidemia propicia problemas econômicos devido as influências negativas que se dão ao mercado, e por óbvio a histeria coletiva reforça este contexto. Para ilustrar, na situação brasileira de 2016 que em uma crise de saúde, com epidemia das doenças do Aedes aegypti, houve prejuízo econômico de R$2,3 bilhões.
Por conseguinte, o poder judiciário deve focar em garantir o cumprimento das leis já existentes e elaboradas de forma eficiente em relação ao combate das fake News, bem como, além do caráter punitivo, os órgãos de mídia com boa índole devem garantir a circulação de informação verídica, com finalidade de dar esclarecimentos as grandes massas da sociedade, evitando assim a histeria coletiva desnecessária em momentos críticos.