Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 08/08/2020
Em meio a uma pandemia de COVID-19 (Coronavírus) no mundo todo, que teve início em 2020, a população também teve que enfrentar outra pandemia preocupante: a das notícias falsas, popularmente chamadas de fake news. Permeadas pela histeria coletiva, as fake news se tornaram cada vez mais perigosas para o mundo, quando acabaram por atrapalhar as medidas e saúde e segurança para prevenção do coronavírus. Mas como prevenir as pessoas dessas notícias, sendo tão difícil controlar 100% as proporções delas nas redes sociais?
É de conhecimento geral o que são as fake news, porém é necessário saber o perigo real delas, principalmente em meio a uma pandemia. Com as fake news, provocar histerias coletivas de proporções inimagináveis; como por exemplo, quando no início da pandemia as pessoas começaram a estocar itens como papel higiênico e álcool em gel, em meio ao desespero e falta de informação. Um fato que se perpetuou por grande parte da pandemia também foi a fake news de que o medicamente hidroxicloroquina poderia melhorar alguns dos sintomas da doença, ou curá-la; e embora diversos estudos clínicos comprovassem que não havia melhoria efetiva utilizando o medicamento, algumas pessoas continuavam a defender o uso dele, incluindo o próprio presidente, Jair Messias Bolsonaro.
Todavia, deve-se ter em mente também que o uso da palavra histeria deve ser cuidadoso. O presidente Jair Bolsonaro, durante o começo da pandemia e também boa parte dela, tratava a preocupação da população com o vírus como histeria. Qual o peso de uma afirmação dessa feita pelo presidente de um país de tamanho e densidade populacional como o Brasil? O peso da morte. Com essas afirmações de ser histeria, diversas pessoas começaram a ignorar a quarentena e sair para a rua, ir em festas ou almoços, e várias situações do tipo. Por conseguinte, uma grande porcentagem da população se contaminou e contaminou outras pessoas, chegando em um ponto onde já há 6 diferentes mutações do vírus e mais de uma centena de mortos por ele, além dos mais de 2 milhões de infectados.
Ademais, é preciso zelo e responsabilidade ao fazer declarações sem embasamento científico que podem vir a colocar a população em estado de histeria ou risco. O governo e o consórcio de imprensa devem trabalhar em unidade para combater as fake news, utilizando de órgãos públicos como a polícia militar e as delegacias de crimes eletrônicos para chegar aos que iniciam essas notícias e os punir da forma que a lei prevê. Além disto, é de suma importância que haja uma ampla rede de divulgação de informações reais sobre as epidemias e pandemias, e que haja também uma rede nos rádios e televisões que falem sobre as fake news, de forma que chegue a uma grande parcela da população.