Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 17/08/2020
Com o advento da Era Vargas o Plano Cohen consistiu na divulgação de noticias falsas, pela rádio Hora do Brasil, a respeito de ameça de invasão comunista em terras canarinhas, tal que a população ficou aterrorizada com a possibilidade. É indubitável, que no Brasil as epidemias tem causado, infelizmente, histeria coletiva, tal problemática está associada, assim como no Período Vargas, tanto a disseminação de ‘‘Fake News’’ sobre as doenças quanto ausência de medidas governamentais para mitigar os efeitos das pestilências.
Em primeira análise, é fulcral ressaltar o papel da informação no meio social, visto que a divulgação de inverdades em circunstancias epidemiológicas causa grande instabilidade na sociedade. Por exemplo, em 2009, foi divulgada, pela mídia brasileira, que a H1N1 poderia matar cerca de 35 milhões de pessoas em dois meses. Porém, segundo especialistas isto não era verídico e vacina tinha especificações restritas, mas sem as informações corretas muitas brasileiros morreram por reação do vacina. Dessarte, é evidente que a mídia tem função vital para o bem estar social, devendo ser comprometida com a verdades e o combate as ‘‘Fake News’’.
Ademais, é notório que as politicas públicas em relação a estrutura e da saúde gera insegurança a população e visível histerismo. De acordo com Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante a todos os individuos o direito a saúde. Não obstante, a precariedade do Sistema de saúde Único do Brasil (SUS), tristemente, não protege esse direito, mas agrava o combate a epidemias atuais.Tendo como exemplo, a situação do Hospital Geral de Roraima, noticiado pelo G1 Roraima, que em meio a pandemia da Covid-19 a estrutura da UTI do hospital foi alagado molhando pacientes em tratamento intensivo. Desse é inegável a contribuição da falta de investimento para medo da população.
Em suma, é evidente que as lacunas na esfera governamental e informacional na sociedade brasileira ocasionou a perda do bem estar social garantindo pela ONU. Desse modo, faz-se necessário que o Estado, tome providencias para atenuar as consequências da epidemias. Para que a população receba total assistência, a fim garantir a tranquilidade a população sobre a eficácia do sistema de saúde, urge que o Ministério da Saúde, por meio de verba estatal, construa unidades públicas de postos médicos em cidades afastadas dos centros urbanos, além de destinar recursos para reforma das unidades já ativas como UTI’s e hospitais regionais. Desse forma, o Estado cumprirá a função de garantir os interesses da população e não os seus próprios como retrato pelo plano Cohen.