Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 19/08/2020
O filme “Contágio”, lançado em 2011, retrata a história de um vírus desconhecido vindo da China que é transmitido pelo ar, por meio de contato humano, ou com objetos tocados pela pessoa infectada. Hoje, 9 anos depois, esse drama ficcional ganhou vida com as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva. Dessa forma, é preciso entender os verdadeiros motivos desse problema para amenizá-lo.
A princípio, é importante destacar que a epidemia é um elevado número de casos de uma doença que atinge várias pessoas em uma região. No Brasil, a dengue é uma das principais doenças epidemiológicas. Segundo o jornal El País, mais de 57 mil casos da doença tropical, sendo mais de 30 mortes, já foram notificadas no Brasil nos primeiros meses de 2020. Esse número tende aumentar, pois o pico da dengue costuma ser no mês de abril em razão do período chuvoso. Desse modo, é necessário medidas que assegurem uma prevenção mais adequadas para a não proliferação do mosquito responsável pela transmissão do vírus.
Além disso, vale ressaltar que o Sistema Único de Saúde (SUS) nasce da Reforma Sanitária, que temia o caos na saúde nacional em meados de 1980. As epidemias contemporâneas encontraram nos ruídos midiáticos a atmosfera para sua disseminação. Segundo o site UOL, mesmo não sendo essa a intensão dos veículos de informação, muitos utilizam a mídia para transmitir Fake News o que potencializa a histeria coletiva. Essas atitudes impedem que as dicas preventivas sobre o coronavírus, por exemplo, cheguem ao povo. Dessa forma, infelizmente, isso atrapalha as políticas públicas de mobilizarem o apoio popular no combate ao Coronavírus e de outras epidemias no país.
É notável, portanto, que as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva necessitam urgente de medidas para reverter esse cenário. Logo, o Governo Federal deve criar uma campanha aliada a mídia intitulada de “Pode Confiar”, a qual, por meio de médicos especialistas, para comunicar sobre os cuidados com as epidemias e pandemia, a fim de diminuir a transmissão dessas doenças. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde fazer investimentos maciços nos hospitais nacionais, por meio de requerimento ao Presidente da República, para que este viabilize verbas voltadas a qualificar o atendimento do SUS frente as epidemias. Desse modo, será possível amenizar a transmissão dessas doenças.