Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 23/08/2020
Um tópico que requer análise sensata e urgente consiste nas epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva. Em se tratando desse assunto, uma abordagem coerente aponta para as desigualdades sociais e “fake news”. Portanto, é necessário promover a prevenção e compartilhamento de conteúdos verídicos.
A princípio, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), expôs que 28,3% da verba nacional está em posse de apenas 1% da população. Isto posto, pode-se inferir que há exacerbada desigualdade social, e por meio desta ocorre a impossibilidade de parcela significativa populacional ter acesso a serviços essenciais, como o de saneamento básico. Uma vez que não há qualidade de água, esgoto e descarte de lixo, dá-se a proliferação de microrganismos patógenos nocivos, os quais podem gerar doenças aos habitantes de determinado local, e preocupação coletiva, como a questão da água parada vinculada ao desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya.
Ademais, com o avanço da globalização e do Meio Técnico-Científico-Informacional (MTCI), as trocas de conteúdos e compartilhamentos de notícias são instantâneos. No que tange às epidemias, é notório encontrar publicações com situações falsas descritas, possuintes de elevados números de partilhamentos, chamadas “fake news”, as quais segundo o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), espalham-se com 70% a mais de velocidade que matérias verdadeiras. As errôneas, por sua vez, podem ocorrer por diversos fatores; com intuito de aumento de vendas de produtos, prestação de serviços, manipulação de indivíduos e gerar caos no sistema econômico, político e social.
Vista essa realidade, é imperioso que o poder executivo direcione verbas aos setores de serviços essenciais, como de saneamento básico, a fim de haver tratamento de esgoto, descarte adequado do lixo, água tratada e apta ao consumo, por intermédio de melhorarias na infraestrutura das ruas, com auxílio de profissionais da área também para instruir a população a se prevenir contra epidemias, além de manter a salubridade dos locais. Outrossim, o Poder Judiciário, deve fiscalizar e aplicar as leis com mais eficácia no que refere-se à vinculação de “fake news”, para manter um estado psíquico-social estável.