Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 25/08/2020

A Epidemia da Histeria

Consoante ao ativista indiano Mahatma Gandhi “ As doenças são resultadas não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos”. Essa afirmação faz, de certe modo, uma comparação entre passado e futuro onde as epidemias mundiais e nossa maneira de pensar contribuem com uma histeria coletiva, cuja causa relaciona-se devido ao incentivo midiático em raciocinar de maneira equivocada e a falha na transparência governamental de prestar esclarecimentos.

Nesse contexto, é valido pontuar o papel da mídia que promove, através de notícias, muitas delas falsas, um comportamento inoportuno na população considerando principalmente o fato de que a maioria das pessoas não conseguem distinguir a realidade da ficção. Segundo o estudo “Iceberg digital”, desenvolvido pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança, em parceria com a empresa de pesquisa CORPA, na América Latina, conclui que 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer notícias falsas, o número é ainda maior em outros países como Peru (79%) e Colômbia (70%). Portanto comprova-se que é preciso investigar mais a fundo as notícias para oferecer informações coerentes, evitando causar pânico coletivo e alarde social.

Da mesma forma, a falta de transparência das autoridades governamentais acentua ainda mais a insegurança e desconfiança. Parafraseando o filósofo sul – coreano Byunh-Chul Han “A confiança só é possível em uma situação que conjuga saber e não saber”. Acerca disso, as instituições federais, principalmente as de saúde, devem vir a público e prestar esclarecimentos a respeito das epidemias, com o intuito de acalmar os cidadãos e demonstrar plenitude nas suas ações para que seja possível transmitir confiança e calma em momentos conturbados e de perigo, coibindo assim o desespero generalizado e preservando a rotina diária da nação.

Desse modo, visando evitar todos os tipos de desentendimentos possíveis a respeito de surtos como também reprimir notícias e mídias tendenciosas o Ministério da Saúde – órgão responsável pela saúde pública no país, deve promover telejornais informativos diários e exclusivos em redes sociais como o Facebook buscando alcançar um maior número de pessoas e divulgar notícias somente averiguadas confirmadas. Assim será possível gerar confiança nas atitudes tomadas, conscientizar a população e ter calma para agir e pensar.