Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 27/08/2020
As epidemias, doenças que crescem acima de sua média em determinados locais. Estas não são novidades, visto que na Idade Média um dos principais fatores do seu fim foi, a Peste Negra ou Bubônica. Trazida do oriente pelos navios comerciantes, tinha como vetor a pulga do rato urbano e dizimou cerca de 1/3 da população europeia, causou hiperinflação e revoltas. Além disso, a sociedade teocêntrica, considerou esta um castigo divino, causando histeria coletiva. Tal fato ligado ao baixo investimento em ciência e a fragilidade econômica, levando-nos a discutir sobre as epidemias contemporâneas e seus desafios.
Primeiramente, deve-se destacar que 95% das pesquisas científicas do país, vem das universidades públicas, segundo informações da Universidade de São Paulo(USP). Dados obtidos pelo G1, revelaram que o orçamento para tal setor caiu, 30% nos últimos anos. Demonstrando o grande negligenciamento desta área e por conseguinte, a produção de vacinas, medidas reversivas e divulgação de informações são dificultadas, tornando a superação destas ainda mais complexas, presentes e futuras. Como consequência, temos perdas humanas incalculáveis e desinformação. Esta estimula o individualismo, estocagem etc. Aumentando os desafios pela falta de suprimentos.
Ademais, há de discutir sobre a informalização dos postos de trabalho, devido às transformações econômicas. Tal fenômeno, conhecido como Uberização do trabalho, não ligado à empresa Uber, mas sim, ao seu estilo informal, flexível e por demanda, crescendo exponencialmente nos últimos anos. Tal transformação nas relações trabalhistas, desamparam legislativamente os trabalhadores pela informalidade de sua atividade. Somado a isso, há a dependência de demanda, os colaboradores têm de trabalhar muitas horas, em meio a crise, aumentando a disseminação das doenças, risco à saúde etc. Dada a fragilidade econômica nacional.
Portanto, epidemias não são imbróglios recentes, tampouco, novos causadores de histeria coletiva. Haja vista, a Peste Negra na Idade Média, causou ambas. Aliados a isso, tem-se o negligenciamento da área científica e a fragilidade econômica, levando- nos a discutir sobre tal assunto. O Ministério do Planejamento, junto ao Poder Legislativo poderiam aprovar maiores recursos para a educação, através da aprovação do orçamento anual. Ao propósito, tenha mais verba para investir nas universidades públicas e pesquisas científicas. A fim, do estímulo à pesquisa, divulgação de informações verídicas de qualidade e desenvolvimento de recursos superadores das crises, diminuindo histeria coletiva, levando ao pleno desenvolvimento.