Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 12/09/2020

A Constituição da República de 1988 garante a todo indivíduo o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva impossibilitam que uma parcela da população desfrute desse direito na prática. Isso se deve às unidades de saúde arcaicas e pouco eficientes e à falta de compromisso da população no combate às doenças.

Antes de tudo, em relação às unidades de saúde arcaicas e pouco eficientes, a saúde da população é um fator essencial no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, o Brasil ocupa, consoante ao portal G1, a nona posição na economia mundial. Nesse sentido, seria racional acreditar que o país possui um sistema de saúde eficiente. Contudo, a realidade é o oposto e esse contraste é claramente refletido no reaparecimento de doenças praticamente erradicadas, o que gera epidemias, como o sarampo e a febre amarela. Diante do exposto, esses surtos causam diversas consequências ao país e a população, como crises econômicas, e isso é estimulado pelo sistema de saúde ineficiente e pouco desenvolvido, o que evidencia a necessidade de investimentos nessa área.

Ademais, faz-se mister salientar a falta de compromisso da população como impulsionador das epidemias, como o vírus COVID-19. De acordo com o filósofo alemão Johann Goethe, nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação. Destarte, durante a quarentena da COVID-19 foram registradas várias ações de caráter ignorante, como praias lotadas, festas e aglomerações. Isso contribui para o avanço da epidemia uma vez que facilita a propagação do vírus.

Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir a construção de um mundo melhor, sem epidemias e histerias coletivas. Dessa maneira, impende ao Ministério da Saúde, órgão responsável pelo combate às epidemias, propor diretrizes e normas regulamentadoras, por meio de verbas governamentais, que garantam investimentos para o sistema de saúde público. Além disso, impende ao Ministério da Saúde, iniciar uma campanha, por meio das mídias sociais, para conscientizar a população de sua importância no combate às doenças. Dessa forma, através do compromisso com a coletividade, o Brasil poderia superar as epidemias contemporâneas e a histeria coletiva.