Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 01/10/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem-estar social. Entretanto, as novas epidemias e a histeria causada por elas impossibilitam que grande parte da população desfrute de seus direitos universais. Nessa lógica, esses problemas são causados, principalmente, pela desigualdade social e pela ausência do fácil acesso a informações. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar esses empecilhos.

Primeiramente, é importante salientar as maneiras que as enfermidades tornam-se mais impactantes sobre pessoas de menor renda. Uma vez que, durante a epidemia da Peste Negra, no século XIV, mais de um terço da população da Europa morreu devido a doença, aproximadamente 200 milhões de pessoas. Sendo que, a maioria dos óbitos por essa pestilência eram as pessoas das partes mais pobres daquela sociedade, como camponeses e servos. Nesse espectro, pode-se concluir o modo que essas doenças se relacionam com a desigualdade social, visto que por terem menos recursos, como saneamento básico, alimentação de qualidade, e dinheiro para remédios, tendem a sofrer mais frente à essas patologias.

É importante, ainda, evidenciar as maneiras que a informação pode diminuir ou extinguir a histeria e outros problemas em relação à epidemias. Dado que, no início do século XX, um grande motim ocorreu em relação a vacina contra a varíola, no Rio de Janeiro, pois o baixo acesso ao conteúdo sobre essa substância biológica gerou um grande conflito, conhecido como Revolta da Vacina. Nessa conjuntura, é racional deduzir como a informação pode evitar esse problema, posto que caso tivesse mais informação naquela época, esse evento tira sido evitado.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação (MEC), gerar melhores condições para as pessoas durante as epidemias, por meio da distribuição de recursos que ajudem as pessoas a passar por esses momentos difíceis, como remédios e alimentos, além de ampliar os meios de comunicação gratuitos, explicando e conscientizando toda a população sobre os males dessas patologias, a fim de que ocorra um menor número de mortes e a histeria nesses eventos seja extinta. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições de saúde e bem-estar da população.