Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/11/2020

Segundo Bauman, “Medo é o nome que damos a nossa incerteza, nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito. Vivemos em uma era onde o medo é sentimento conhecido por toda criatura viva”. É evidente, que esse tipo de sentimento hodiernamente tem se potencializado, diante da ameaça de um vírus altamente contagioso e pouco conhecido, que tem se espalhado pelo mundo, associado a falta de informação, propagação de noticiários sensacionalistas, tem contribuído diretamente para o desenvolvimento de distúrbios mentais como; ansiedade, depressão e medo generalizado.

Em primeiro momento, é cabível ressaltar, que a humanidade sempre sofreu com epidemias e pandemias ao longo dos séculos, que chegaram a dizimar quase metade da população mundial, a exemplo da peste bulbônica  e da gripe espanhola. Atualmente, estamos enfrentando mais uma pandemia denominada Coronavírus, que de acordo com a Organização Mundial da Saúde, causou a morte de mais de um milhão de pessoas.

Sendo imprescindível enfatizar ainda, que a ameça do desconhecido, associada as medidas profiláticas adotadas para contenção do vírus, a exemplo do isolamento social, a hiper-informação, embora tenha se demonstrado benéfica no controle da propagação da doença, por outro lado,tem intensificado patologias metais. Assim, comprovados pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, “Depressão entre brasileiros quase duplicou durante quarentena”.

Em vista dos argumentos apresentados, é notório que os cuidados deverão ir além do corpo e abranger a mente também.  A priori parcerias entre os Governos Federais, Estaduais e Municipais, com o Ministério da Saúde na oferta de atendimento multiprofissionais como médicos psiquiatras, psicólogos e terapeutas nos postos de saúde, hospitais e ainda em canais de atendimento virtuais. Além disso, a oferta gratuita de internet pelas prefeituras municipais, bem como o incentivo através de propagandas para a utilização das mídias digitais e redes sociais, para o restabelecimento das interações familiares e o convívio social, contribuindo dessa forma para o fortalecimento dos vínculos afetivos.