Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/11/2020
No livro “Utopia” de Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é ausente de conflitos. Conquanto, observa-se na atualidade o oposto dito pelo autor, uma vez que a problemática das epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva é um dos entraves que colaboram para falta de uma sociedade utópica. Tal circunstância pode ser explicada pelo acelerado trânsito de pessoas que aumentam o surgimento da epidemia. Nesse sentido, é imprescindível analisar esse embate e propor medidas que as alterem.
Em primeira instância, cabe ressaltar que diversos fatores podem contribuir para a construção de uma epidemia como, por exemplo, falta de saneamento básico e sistema de higiene precário. Todavia, com o surgimento do novo coronavírus essas medidas tornaram-se mais preocupantes, uma vez que esse vírus se espalha através do contato físico com gotículas de saliva dispersas pelo ar. Com isso, novos regulamentos foram manifestados na sociedade atual com mudanças abruptas na rotina de todos os cidadãos.
Ademais, uma das regras publicadas pelo Poder Público foi o isolamento social, ou seja, a proibição de aglomerações em locais públicos e residências. Contudo, sabe-se que no Brasil a condição econômica das famílias contribuem para a disseminação dessa pandemia devido a quantidade de indivíduos aglomerados em uma mesma residência, como é observado nas favelas. Segundo a Revista Veja, o processo de favelização no país brasileiro ainda é significativamente alto e proporciona impactos negativos no processo da tal pandemia.
Evidencia-se, portanto, a imprescindibilidade de mudanças efetivas na sociedade. Logo, é fulcral que o Governo Federal invista em fiscalizadores em locais públicos com a aplicação de multa e pena quando regulamentos da pandemia forem desrespeitados pela população. Outrossim, é dever do governo fiscalizar também o uso de máscaras em ambientes sociais, como nos supermercados, com o intuito de cessar o espalhamento do vírus.