Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 06/11/2020
No livro “Utopia”, de Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é ausente de conflitos. Conquanto, observa-se, hodiernamente, o oposto dito pelo autor, uma vez que a problemática das epidemias atuais e seus desafios ligados à histeria coletiva é um dos entraves que colaboram à falta de uma sociedade utópica. Tal circunstância pode ser explica pelo acelerado fluxo de indivíduos presente, ocasionando um agravamento da tal pandemia. Nesse sentido, é imprescindível averiguar esse embate, bem como sugerir medidas que alterem esse quadro.
Em primeira instância, vale ressaltar que diversos fatores são contribuintes para a composição de uma epidemia, como, por exemplo, a carência de saneamento básico e o sistema precário de higiene. Contudo, com o surgimento do vírus SARS-CoV-2, essas medidas tornaram-se essenciais e preocupantes, visto que esse novo vírus se espalha através do contato com gotículas de salivas dispersas pelo ar. Com isso, novas prescrições foram realizadas na sociedade atual, com mudanças abruptas na rotina mundial.
Ademais, uma das regras promulgada pelo Poder Público fixava o isolamento social como método de prevenção, ou seja, a proibição de aglomerações em locais públicos e residências. Todavia, é sabido que no Brasil, a condição econômica das famílias contribui para a disseminação da pandemia devido a quantidade de pessoas que residem em favelas e áreas precárias. Conforme a Revista Veja, 61% da população é morador das regiões de favelização no âmbito social.
Evidencia-se, portanto, a imprescindibilidade de mudanças efetivas na sociedade. Logo, é fulcral que o Governo Federal invista em fiscalizadores nos locais públicos, com a aplicações de multas para cidadãos que desrespeitem o regulamento proposto pelo governo, com o objetivo de preservar a vida dos seres humanos e promover a conscientização acerca desse vírus. Outrossim, é dever do órgão governamental supervisionar também o uso de máscaras em ambientes sociais, como supermercados, com o intuito de diminuir o espalhamento desse vírus pelo ar.