Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 19/11/2020

Em meados de 1518 na cidade de Estamburgo, na França, cerca de quarenta pessoas sofreram de dançomania, uma histeria coletiva também chamada de epidemia da dança. Na contemporaneidade, pode-se observar que diversas epidemias ainda ocorrem com frequência, como a epidemia da dengue, por exemplo. No entanto, o que não pode acontecer são as disseminações de pânico causados pela mídia, através de divulgações de dados assustadores e noticias que causam temor na população.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que as epidemias dão-se com frequência e ao longo dos séculos. Assim como sucedeu em Estamburgo, histerias coletivas ainda acontecem nos dias atuais, todavia as mesmas tem fim quando novas vítimas deixam de observar pessoas acometidas por esse fenômeno sociopscicológico. Dessa forma, percebe-se que a informação alarmante pode desencadear sintomas físicos, causados pelo psicológico conturbado.

Paralelo a isso, nota-se que as mídias de forma geral, tem sua grande contribuição quando se trata de histerismo. Uma vez que, diante da aspiração por matérias que vendam como água, e noticias que chamem a atenção do público, as mídias acabam não pensando nos reflexos que notícias perturbadoras podem causar a população. Assim sendo, o público acaba sofrendo, desenvolvendo medos, fobias e transtornos sociopscicológicos causados pelo excesso de noticias ruins.

Diante das questões acima citadas, nota-se uma necessidade urgente de combater os causadores de histerismos coletivos. Através das mídias televisivas e digitais o Governo Federal juntamente Ministério da Saúde devem criar campanhas, que tragam ao mesmo tempo a notícia de determinados acontecimento, e também tranquilizem a população, disponibilizando disque dúvidas, e grupos de apoio, bem como psicólogos para atender pessoas que estejam desenvolvendo fenômenos sociopscicológicos. Assim, combatendo o medo e pânico, diminui-se também os histerismos coletivos.