Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 17/11/2020

A Revolta da Vacina ocorrida no estado do Rio de Janeiro no ano de 1904, demonstrou a negligência e a negação da população para tomar a vacina contra a varíola, epidemia que na época matava vários cidadãos. Analogamente, percebe-se ainda o crescimento de diferentes epidemias no Brasil, devido a falta de informação oferecida ao corpo social, bem como as alarmantes condições propícias ao surgimento de novos casos. Dessa maneira, medidas devem ser tomadas por parte do Governo Federal e de empresas privadas para minimizar tal óbice que assola o país.

Nesse contexto, é nítido como a escassez de notícias fornecidas à sociedade demonstra o descaso do Estado com ela. Infelizmente, a quantidade de propagandas sobre como prevenir o contato com as doenças mais perigosas não são suficientes e nem todos os indivíduos tem acesso à elas, haja vista a advertência da desigualdade socioeconômica enfrentada pelos brasileiros. Além disso, a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do Sistema Judiciário Brasileiro - garante o direito à saúde à toda população, sendo o Estado responsabilizado por garanti-la. Entretanto, percebe-se que a realidade brasileira é divergente daquela prescrita pela Carta Política, tendo em vista que os focos das doenças são em moradias com pouca atuação da administração nacional, que são os locais com pouca infraestrutura e informação sobre as epidemias, demonstrando um caso de abandono aos moradores.

Ademais, é importante salientar sobre as propagações das doenças e como o ser humano pode potencializa-las. De acordo com a Biologia, o desmatamento de florestas fazem os vetores da dengue virem para as cidades, o que aumenta os casos da doença. Ainda mais, a falta de saneamento básico desencadeia uma higiene íntima precária e, dessa forma, efemeridades como, amebíase e giardíase, proliferam radicalmente podendo evoluir para o caso de epidemia. Portanto, é necessário que haja a intervenção por parte das empresas privadas para que elas possam proporcionalizar moradia adequada à todas as pessoas.

Diante do exposto, providencias devem ser tomadas para que não ocorra na cenário atual o que ocorreu na Revolta da Vacina. Assim, o Governo Federal deve ampliar suas propagandas sobre a cautela de efemeridades, mediante o Ministério da Propaganda, importante veículo informacional, com o intuito de informar o corpo social. Outrossim, empresas privadas devem oferecer moradias dignas à população.