Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 18/11/2020
O século XVll, -popularmente conhecido como século das trevas- foi o palco da maior epidemia registrada no mundo até então, causada pela peste bubônica, foi responsável por dizimar um terço de toda população europeia da época. Entretanto, atualmente o mundo passa por uma crise ainda maior, que desafia toda a população, especialmente no que concerne aos casos de histeria coletiva. Sob este aspecto convém analisar a dificuldade do Estado garantir saúde aos cidadãos e a capacidade da histeria em afligir esse direito, impulsionada pelas “Fakes News”
A princípio, é válido destacar o dificuldade do Estado em conceder saúde à população em meio a epidemia. A esse respeito, a Constituição Federal de 1988 ressalta que é dever do Estado garantir a todos os cidadãos saúde e bem estar. Contudo, em situações epidêmicas que envolvam fatores de histeria em massa -transtorno psicossocial em que vários indivíduos manifestam sintomas sem estar realmente com determinada doença- é notório a dificuldade do Estado em concretizar esse direito, tendo em vista, o aumento da demanda sobre os serviços de saúde. Nesse sentido, a conscientização e contribuição da população junto ao Estado, é de súbita importância para que juntos possam enfrentar uma situação de calamidade pública, resguardando a quem mais precisa.
Outrossim, a grande disseminação de notícias falsas potencializa a histeria em massa. Nesse sentido, em um dos episódios da série médica Doutor House, o protagonista precisa lidar com vários passageiros em um avião que pensam que estão doentes, devido a comentários sobre ter uma pessoa doente a bordo, o que dificultou o tratamento das pessoas que realmente precisavam da atenção do médico. Fora da ficção, não é diferente, por acreditarem em notícias de fontes quaisquer, a população tende a comparecer aos hospitais de maneira aleatória, saturando o sistema de saúde e impedindo que que a equipe médica dê suporte de qualidade a quem realmente precisa. Dessa forma, não é razoável a permanência desta situação, pois o custo poderá ser a morte de um paciente real.
Percebe-se, portanto, que para enfrentar epidemias como as do século XVll, de maneira a reduzir o número de perdas, medidas são necessárias. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve disseminar fortemente, informações de qualidade a respeito das epidemias, por meio de televisão, rádio e mídias sociais, com debates e palestras de especialistas sobre a real situação da epidemia, envolvendo medidas profiláticas e alertas sobre as “Fake News” e a importância em combate-las e não repassa-las. Essas medidas tem por objetivo diminuir os índices de histeria em massa e assegurar os direitos à saúde assim como preconiza a Constituição Federal.