Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 30/11/2020

A vinda dos europeus para as Américas possibilitou prosperidade para as colônias, entretanto, milhares de nativos que aqui viviam padeceram de enfermidades que, para eles, eram desconhecidas. Analogamente, no atual mundo globalizado e hiperconectado é comum a existência de epidemias e endemias regionais e periódicas, o problema é quando ela se convertem pandemias globais e provocam desespero em massa.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que doenças esporádicas em determinados locais são normais, contudo, a falta de investimentos Estatais em saneamento básico, junto ao corpo civil pouco engajado, contribui para que o número de mortes por endemias tropicais seja extremamente alarmante, como por exemplo os casos de dengue no Goiás. Nesse sentido, quando descaso supracitado ocorre o mundo fica mais suscetível a pandemias como a cólera (1846) Gripe Espanhola (1920) Covid-19 (2019), há, no mínimo, uma doença global a cada século.

Paralelamente a esse contexto, a obra realista “O Cortiço” de Aluísio Azevedo retrata a desorganização do processo de urbanização das grandes cidades: cortiços, superaglomerações e insalubridade. Tais fatores contribuem, em muito, para a transmissão rápida de doenças e, quando isso ocorre, a população entra em uma bolha de angústia e desespero análoga à obra “Guernica” de Pablo Picasso. Nestas situações, trabalhos artísticos como a música “lo mejor ya va venir” (o melhor já virá), do grupo mexicano “Reik”, ajudam a população a manter a sanidade mental e não perder a esperança.

Destarte, para amenizar os impactos das epidemias e evitar a histeria coletiva, cabe o Governo Federal investir em saneamento básico, por meio de um projeto que destine verbas públicas para a organização urbana, além disso, a sociedade deve, por meio de campanhas, promover ações domésticas que impeçam a difusão de endemias. Assim, o momento de esperança, descrito na música de Reik, poderá chegar e acabar com a bolha de angústia que o povo está vivendo.