Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 23/12/2020

De acordo com o filósofo grego Aristóteles, “O homem é por natureza um animal político.”, à vista disso, é fulcral refletir sobre os desafios relacionados à histeria coletiva decorrente das epidemias contemporâneas e os infortúnios provenientes desta problemática no Brasil, não só na sociedade hodierna, mas também ulteriormente.

A obra “Utopia”, do filósofo Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Sob outro ângulo, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, visto que existem barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos fatores relacionados ao processo saúde-doença quanto da instabilidade da economia decorrente da epidemia no país.

Em primeira análise, é indiscutível que os determinantes no processo saúde-doença, como condições precárias de saneamento básico, poluição e péssimas condições de moradia são empecilhos assíduos e que não são fiscalizados corretamente, o que deriva da baixa atuação dos setores governamentais, principalmente, no que concerne à reconhecimento desta falha e na falta de criação de mecanismos que coíbam tal recorrência. Sob tal ótica, o pensador Thomas Hobbes defende que o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não acontece no Brasil.

Essa máxima, encontra-se deturpada do contexto atual, haja vista que o Poder Público não tem cumprido com eficiência seu papel, na forma como lida com os condicionantes do bem-estar biopsicossocial da população. Destarte, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para atingir o cenário idealizado por Hobbes.

Ademais, a instabilidade econômica e a ausência de políticas públicas são impulsionadores do problema, pois de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a população só reconhece a gravidade da situação que está inserida à medida que os casos de pessoas infectadas aumentam, e de forma consoante, as mortes aumentam. Partindo desse pressuposto, reconhecer este cenário contribui para a resolução deste quadro deletério.

Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para mitigar o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, necessita-se urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Poder Executivo e do Ministério da Educação, será revertido em investimento tecnológicos, com o fito de trazer palestras voltadas à atenção primária em saúde.

Como resultado, hodiernamente e à longo prazo, a histeria e seus impactos nocivos serão diminuídos e, possivelmente, erradicado. Por consequência, a coletividade alcançará a Utopia de More.