Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 22/01/2021

Na história mundial, epidemias são frequentes e marcantes, alterando suas dimensões e impactos ano após ano. O momento atual, além de contar com uma aparição mais frequente de tais eventos, devido à ação humana e fatores climáticos, possui um dos maiores paradoxos da época: o fenômeno do excesso de informação junto dos baixos níveis de acesso à mesma, que variam com a organização mundial. Tal divergência contribui diretamente para a propagação de histeria coletiva, tida como uma das maiores barreiras contra a transmissão e erradicação das doenças.

Inúmeros países lutam, todos os anos contra epidemias como Dengue, Ebola, H1N1, e novos vírus, como o coronavírus. A grande maioria deles tem em comum a falta de conhecimento que leva à histeria. Infelizente, o acesso à educação a níveis globais ainda é precário, principalmente nos grupos mais negligenciados. No Brasil, a Revolta da Vacina retratou exatamente esse cenário, de uma população periférica, sem conhecimento do que era a Varíola e o que o líquido na seringa causaria à comunidade.

A desinformação agrava-se ainda mais quando associada às mídias informativas. Uma vez que, telejornais (com acesso à no mínimo setenta por cento da população brasileira) em sua maioria desfrutam de vocabulário incompátivel com o público alvo, e estatísticas complicadas à visão de pessoas de baixa escolaridade, em sua maioria.Com isso, cria-se uma cadeia de reação sem perspectiva de impedimento, levando à maior probabilidade de propagação de doenças e negacionismo, tendo em vista o ditado do “se não entendo, não existe”.

Portanto,observando os argumentos apresentados, cabe aos órgãos relacionados à educação e saúde, iniciar em ambas as frentes processos densos de conscientização acerca do que são as epidemias, como podem ser combatidas e previnidas. Além disso, cabe também ao Estado cumprir com a responsabilidade social de imparcialidade e de apoio à ciência nacional e internacional.