Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 30/03/2021

“Ser ou não ser, eis a questão”, assim certa vez disse o saudoso poeta inglês William Shakespeare. Tal frase, conecta-se perfeitamente ao tema das epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva, visto que a incerteza e a indecisão são fatores presentes em ambos os contextos. Ademais, é necessário identificar e analisar tais problemáticas, uma vez que elas ocorrem em virtude da propagação de notícias falsas e da falta de conhecimento da população.

Como exemplo de propagação de notícias falsas, é possível citar as eleições presidenciais do ano de 2016 nos Estados Unidos, quando o candidato Donald Trump acusou as mídias de criarem informações mentirosas sobre ele e sua campanha com o intuito de prejudicarem sua candidatura. Por consequência disso, e levando em consideração a grande influência dessas mídias em grande parte da população, é possível concluir, que em um cenário epidêmico, informações falsas como as supracitadas, tomam grandes proporções entre os cidadãos menos informados e podem ser catalizadores de atitudes histéricas.

Em adição, segundo o site “worlddata.info”, o QI médio do indivíduo brasileiro é de 83, uma pontuação muito menor do que a de países mais desenvolvidos. Como exemplo, pode-se citar o Japão, que tem uma população com o quociente de inteligência média acima de 100 pontos. Portanto, é viável salientar o baixo nível de inteligência da população brasileira, que aliado à falta de fontes seguras de conhecimento, propicia a desinformação e a dificuldade de identificar as atitudes corretas a serem tomadas em momentos de crise.

Para concluir, com o intuito de amenizar as dificuldades relacionadas à histeria coletiva durante pandemias é necessário que haja, por parte do governo e do ministério da educação, um maior investimento no sistema de ensino. Nesse sentido, seria interessante o direcionamento do dinheiro público que é proveniente do arrecadamento de impostos, para financiar uma melhor preparação acadêmica dos professores, na aquisição de melhores materiais didáticos e, também na infraestrutura das escolas, para que assim, os estudantes e as gerações futuras tenham mais instrução intelectual, para que em momentos difíceis, saibam como melhor filtrar as informações e como buscá-las nos locais certos.