Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/04/2021
Diversas situações levam uma pessoa ou um grupo de pessoas a agir de maneira irracional, ou seja, agir por impulso. Dentre elas, pode-se destacar as epidemias vivenciadas nos tempos atuais, como a dengue e a febre amarela. Por isso, o fato de uma epidemia estar sendo enfrentada pela sociedade pode despertar um sentimento de pânico, desespero ou medo nas pessoas. Logo, por meio dessa histeria coletiva causada pelas epidemias, os números de doentes aumentam e as empresas fabricantes de medicamentos e vacinas começam a enfrentar pressão governamental e populacional para que desenvolvam uma solução da maneira mais rápida possível, fazendo com que o cenário fique ainda mais caótico e descontrolado.
Certamente, em um contexto epidemiológico, a histeria coletiva pode tornar-se um dos principais fatores para a disseminação de uma doença, principalmente quando contagiosa. Exemplificando, a partir do momento que uma pessoa adquire conhecimento de que há uma grave doença ameaçando a saúde da população, sentimentos semelhantes ao pânico e ao medo podem tomar conta de sua mente. Com isso, tal pessoa pode tomar atitudes que, em sua mente, são corretas, quando na verdade são imprudentes.
Por consequência, as empresas de fabricação de medicamentos sofrem grande pressão por parte do Estado, proveniente das exigências feitas pela população ao governo para que uma solução por parte dessas empresas seja elaborada da maneira mais rápida possível. Entretanto, essa pressão é altamente perigosa, podendo gerar problemas ainda mais graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que uma vacina seja aprovada, é necessário que o medicamento passe por três fases (fase laboratorial, fase pré-clínica e fase clínica) para garantir sua qualidade e segurança. Logo, a pressão gerada em torno dos fabricantes pode fazer com que os medicamentos não passem pelo tempo necessário de testes e aprovações, podendo tornar a suposta solução do problema em ameaça.
Assim sendo, cabe ao Estado tomar atitudes como o a realização de campanhas de vacinação e propagandas que informem e acalmem a população, por meio de investimentos destinados à produção de medicamentos, a fim de proteger a população, e da utilização de recursos midiáticos (televisão, jornais, panfletos, rádio), para que as pessoas tenham conhecimento do cenário que está sendo enfrentado e tomem atitudes corretas e racionais. Com isso, as epidemias já existentes e as que podem vir a surgir seriam encaradas de maneira mais eficiente e segura.