Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 26/04/2021

Epidemia é o aumento do número de casos de uma doença que supera o número de contágio esperado para uma determinada região, como por exemplo a dengue, AIDS, malária, etc. Em alguns casos, como o Coronavírus, inicialmente uma epidemia, que ao se espalhar para outros países e continentes, foi classificado como pandemia. Com isso, tanto epidemias quanto pandemias, carregam consigo, a denominada, histeria coletiva.

Segundo Freud, uma classificação de histeria é neurose de ansiedade, podendo ser um mecanismo de defesa para evitar emoções dolorosas, transferindo essa aflição para todo o corpo. Em outras palavras, quando há altos níveis de preocupação com o adoecimento, por exemplo, mesmo que sejam pessoas saudáveis, elas fazem com que seus corpos manifestem os mesmos sintomas. E segundo o dr. Marcel Vella Nunes, psiquiatra do Hospital Santa Mônica, “Surtos de doenças misteriosas são mais comuns do que pensamos, muitas vezes um culpado é descoberto, como no caso atual do COVID-19, mas o estresse psicológico e a ansiedade às vezes são as piores causas”. Então, histeria coletiva é quando é manifestado os mesmos ou semelhantes sintomas em mais de uma pessoa.

Atualmente, é certo afirmar que a histeria coletiva foi, e é transmitida pela mídia, pela propagação de notícias falsas, as Fake News, e pelas redes sociais, que compartilham e geram um pânico desnecessário em relação às doenças, tanto epidêmicas quanto pandêmicas. Certamente, as medidas que são tomadas pelo governo, pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e em alguns casos pela mídia, quanto a conscientização de doenças, é realizada de maneira correta, pois elas possuem como finalidade alertar e incentivar a prevenção. Por outro lado, muitas vezes elas são realizadas de forma exagerada causando o pânico na população, somando também com o compartilhamento de Fake News. Uma pesquisa realizada pela ESET, companhia de segurança da informação, da América Latina, em maio de 2020, mais de 70% dos participantes receberam ou tiveram algum tipo de contato com as Fake News sobre o COVID-19, sendo 72% através de redes sociais, 51% via WhatsApp e 36% em sites de notícias não confiavéis.

Afim de solucionar e amenizar os efeitos da histeria coletiva, é necessário que o governo disponibilize auxílio psicológico para a população, tanto em casos de pandemias, como a que é enfrentada nos dias atuais, tanto em casos de epidemias, que não deixaram de existir e ser motivo de preocupações, como a dengue. Também é preciso combater as Fake News, evitando o compartilhamento de vídeos, artigos e notícias sobre o assunto, sem antes checar a fonte da informação, com a finalidade de comprovar sua veracidade.