Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/04/2021
As epidemias hoje ocorrem comumente variando em seus graus de gravidade e denotando para grande parcela da população a falta de investimentos em setores públicos importantes de saneamento básico e educação, além das consequências dos atos humanos como a poluição em massa e o desmatamento que promovem mudanças climáticas e, consequentemente, o aumento de vetores que espalham doenças. Tais descontroles na saúde cada vez mais disseminados mostram as atitudes de diferentes países em resposta a essas epidemias e em geral o despreparo coletivo que resultam no ato de histeria e geram quase um ciclo de acontecimentos.
Apesar dos exemplos citados, as repercussões de diferentes enfermidades ocorrem por variados motivos que operam em sintonia e causam grandes feitos, aos níveis epidêmicos ou ainda pandêmicos. É inevitável o surgimento de novas doenças ao longo do tempo, em exemplo a Febre Amarela que surtiu no Haiti e posteriormente no Brasil durante o século XIX matando milhares de pessoas na época, ou mesmo os surtos “recentes” de dengue, Zika e chikungunya quase 200 anos após e também em território nacional que chegaram ao país inteiro, todos esses considerados epidemias e promovidos por meios semelhantes.
Entre eles estão as condições de território inadequadas e a precariedade sobre os direitos básicos. Logo, há também a falta de conhecimento por parte populacional, quando a informação não é conhecida por maioria e não há boa comunicação sobre os meios de precaução, ou seja, negligência por parte de quem opera junto ao desserviço do receptor, que nem sempre se mostra interessado ou condizente às medidas de proteção propostas. Tudo isso desenvolve proporções catastróficas que impulsionam o senso de histeria coletiva e atitudes em massa não bem intencionadas que não geram resultados. A histeria é de senso comum, são ações irracionais por parte dos seres humanos que agem pelo que são influenciados, mas não modificam seus hábitos, vivendo presos em uma realidade sensacionalista e pouco efetiva.
Diante das questões apresentadas, para que as epidemias se desenvolvam lentamente e com baixa letalidade, deve se haver um cuidado mútuo entre os responsáveis pelas por cidades e países, que não negligenciem os direitos básicos da população capaz de os proteger, promovendo também hábitos higiênicos e de atenção para com possíveis vírus, conscientizando seu público e contendo gradativamente os efeitos de uma histeria em massa, enquanto o povo também deve compreender pedidos de segurança e precaução evitando a disseminação de novas, ou mesmo antigas, doenças.