Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 14/05/2021

As pandemias acompanham a história da humanidade. A primeira registrada foi a Peste bulbônica, que assolou a Europa durante o século XIV, posteriormente a Gripe Espanhola durante a segunda guerra mundial e, mais recentemente, a gripe A em 2006, dentre essas a que foi melhor combatida. Contudo, embora existam os protocolos de tratamento, ainda há histeria coletiva oriunda, principalmente, do despreparo estrutural e científico da rede de saúde brasileira e da falta de conhecimento da população sobre as doenças, sendo esses os maiores desafios no combate a histeria coletiva em epidemias.

Em primeiro plano deve-se analisar o déficit estrutural e científico da saúde brasileira. Este aspecto é visível majoritariamente na rede de saúde pública, na qual há falta de insumos , como vacinas e aparatos para o atendimento , e, em alguns casos , até de materiais básicos de higiene , como produtos de limpeza adequados, sendo reportado recorrentemente na TV aberta. Quanto ao déficit científico é possível observar na medida em que, em países desenvolvidos, os centros de pesquisas, em todos os campos, são extremamente sofisticados, abundantes e atuais, enquanto no Brasil, eles são extremamente limitados. Tal fator decorre da falta de investimentos, tanto públicos quanto privados, e acarretam no despreparo e atraso no combate a epidemias, deixando-as serem agravadas e, consequentemente, gerarem pânico coletivo, quadro esse que se encaixa na perspectiva de Durkheim sobre anomia social, estado em que um setor da sociedade age de forma patológica e acaba atrapalhando os demais.Assim, é observável o quão desafiador é essa questão afim de evitar a histeria.

Em segundo plano é necessário pontuar a falta de conhecimento da população no ambito das doenças que causam essas epidemias. Esse fator é perceptível na pandemia do Sars-COV 19, na qual o protocolo profilático era básico e ainda assim grande parte da população deixou de seguir, tanto por desconhecer a forma efetiva de transmissão quanto por não acreditar na eficácia dos protocolos, e acabou agravando a situação. Isso é resultado da política de conscientização falha do governo, a qual visava exclusivamente ordenar as pessoas a seguir as medidas sem explicar a funcionalidade.

Pode-se perceber, portanto, que tanto o despreparo científico e estrutural das redes de saúde quanto a falta de conhecimento da população são fatores que contribuem para a histeria coletiva. Dessa forma, cabe ao Executivo destinar parte do PIB para a compra de insumos e melhoria estrutural do SUS por meio de negociações com os empresários do ramo com o fito de realizar as medidas o mais rápido possivel.Ademais, para ampliar a rede de pesquisa brasileira deve-se fomentar uma parceiria entre o poder público e o privado para ampliar os investimentos nessas áreas.Além disso, é necessário consci-entizar de fato a população , explicando os meandros das doenças epidemicas.Assim a histeria seria