Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 19/06/2021

Já dizia o filosofo ateniense, Socrátes, que existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância. Nesse cenário, não é de se estranhar, que surjam epidemias e histeria coletiva, num mundo no qual a ignorância e o desisteresse pelo conhecimento prevalecem. Ademais, o meio ambiente, por exemplo, é principal local de advento de epidemias, no entanto, pouco é feito por ele, principalmente no Brasil. Sendo assim, é necessário encontrar meios para preservá-lo.

De fato, a falta de conhecimento, somada ao desinteresse pelo saber, provocam histeria em pessoas que não exercem o senso crítico. Nesse âmbito, de acordo com Platão, em seu Mito da Caverna, existiam indivíduos que viam apenas o que lhes era projetado. No entanto, alguns se libertaram, contemplaram a sapiência, e tentaram libertar os outros, porém, foram assassinados pelos ainda cativos. Portanto, pode-se dizer que a histeria provocada pela pandemia do COVID-19, em 2020, foi causada por pessoas que não foram críticas, nem quiseram ser, com as notícias que recebiam. O consumo de remedios antivirais, não comprovados pela ciência para o Coronavirús, evidenciado pelo Estadão, é um bom exemplo disso.

Além disso, a ignorância e o desprezo pelo conhecimento também afetam os governantes. Nessa circunstância,  sabe-se que a infecção de humanos por virus encontrados em florestas, como o da febre amarela, é resultante do processo de desmatamento, de acordo com a bióloga, Bruna Corina. Todavia, a proteção do meio ambiente é ignorada pelo governo brasileiro. Nesse contexto, a permissão para o uso de UCPI (Unidades de Conservação e Proteção Integral) pelo governo Bolsonaro, noticiado pelo O Globo, apresenta um retrocesso ambiental, além do risco da exposição a virus que se encontram dentro desses locais, que podem causar epidemias e até pandemias.

Desse modo, é necessário encontrar formas para preservar o meio ambiente brasileiro. Logo, um novo Código Florestal deve ser criado e a preservação dessas áreas integrais, e de risco pontêncial, imposta. Esse aparato deve ser aprovado na Câmara dos Deputados e Senado, seguido da sanção presidencial. Assim, com o meio ambiente respeitado e protegido, haverá menos riscos de virus ocultos da natureza assolarem a sociedade.