Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 15/07/2021

Histeria coletiva, é o fenômeno sociopsicológico definido pela manifestação de sintomas semelhantes dentro de um grupo social. Acerca disso, as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva requer especial atenção. Nesse bojo, urge estabelecer uma abordagem sobre a enfática atenção às mudanças de hábitos conflitando com o psicológico pessoal, bem como a grande incidência de notícias ruins promovidas pelas mídias.

Primeiramente, as mudanças implicadas pelas pandemias nas vidas das pessoas acendem um fator de atenção e preocupação com as consequências desse mal. Nesse viés, o filósofo Freud, pai da psicanálise, explica que um indivíduo quando inserido em um grupo social específico, tende a suprimir suas peculiaridades para assumir as características predominantes no ambiente que se encontra. Assim, a sociedade hodierna, enfaticamente alarmada com as mudanças necessárias para manutenção das epidemias contemporâneas acentua ainda mais as consequências desse mal, fomentando um estado de histeria coletiva. Isso se dá, pois a mudança para combater esse mal participa de diversos âmbitos da vida das pessoas, o que gera ainda mais atenção para esse assunto e seus problemas.

Outrossim, a mídia bombardeia seu público com notícias de problemáticas causadas pelas epidemias contemporâneas ,o que aliena a população e enfatiza os quadros ruins enfrentados. Nesse viés, a escritora e filosofa Hanna Arendt, aponta que a cultura de massa é o principal método usado para influenciar o pensamento da população. Dessa forma, o bombardeamento de notícias sobre as epidemias contemporâneas, como a da covid-19 e da AIDS, ascende a alienação populacional. Logo, ao aproximar a sociedade das consequências horríveis que as epidemias trazem, acende nos indivíduos um estado de preocupação com os cuidados para evitar situações como as apresentadas, porém quando essa situação é executada exacerbadamente, surge o quadro de histeria coletiva, que , muitas das vezes, atrapalha o andamento do combate às problemáticas.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para a manutenção das epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva. Logo, cabe às escolas – agente promotor de valores- o auxílio aos alunos para uma transição de hábitos cotidianos mais saldáveis, de modo a implementar na grade escolar através de matérias transversais e palestras, sugestões de profilaxias de combate à epidemia, com o fito de que com ações individuais, o coletivo possa ser beneficiado e as problemáticas das pandemias minimizadas. Ademais, cabe às mídias – agente modelador de hábitos- limitar o tempo para a cobertura de determinada notícia, de modo a tornar mais horizontal o tempo para cada assunto, com a finalidade de evitar engrandecimento dos assuntos.