Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/08/2021

A teórica política alemã Hannah Arendt utiliza a expressão “Banalidade do Mal” para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades conteporâneas. Essa perspectiva analisada pela pensadora simboliza claramente o comportamento da sociedade diante dos problemas relacionados às epidemias conteporâneas, já que é justamente a habitualidade frente à histeira coletiva que agrava aprofunda o corpo brasileiro. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem a falha na promoção da saúde e proteção contra às epidemias conteporâneas, as quais são responsabilidades do Estado. Assim, não só a desinformação popular, como também a globalização aprofundam o panorama.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a desinformação popular dos brasileiros mesmo diante da facilidade de acesso à informação sobre medidas profiláticas. Nesse contexto, a Revolta da Vacina, um motim popular pela rejeição à medidas sanitárias, no Rio de Janeiro, cabe perfeitamente como exemplo a problemática gerada pela desinformação. Essa perspectiva, reflete as falhas de comunicação do Governo nas campanhas de imunização até os dias atuais. No atual processo de vacinação contra Covid encontra-se o descomprometimento da população em receber a segunda dose que, consequentemente, é causada pela falta de engajamento na comunicação. Desse modo, tem-se como consequência à histeria coletiva devido a falha dos serviços públicos.

Além disso, surge a questão da globalização que intensifica a gravidade do problema. Sendo assim, é observado que, a pandemia do Covid-19 no Brasil mostra que a circulação de pessoas no mundo globalizado reflete a analogia difundida por Milton Santos sobre a Globalização Perversa, onde a ação humana se mundializa por meio da tecnologia. Dessa forma, a disseminassão do vírus para os demais continentes é rápida e atinge todas as classes sociais com a circulação da classe superior brasileira. Essa liquidez influi sobre a questão da saúde pública como um forte empecilho para sua resolução.

Mediante o exposto, percebe-se como as epidemias e pandemias geram grande impacto ao mental brasileiro gerando grande histeria coletiva. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve desenvolver campanhas, por meio das mídias como redes sociais, canais de TV aberta e rádios, com o objetivo de atigir a coletividade. Tais campanhas devem ser apresentadas por meio de modelos específicos, como os influenciadores formadores de opinião ligados ao público geral, com a finalidade de funcionar como vies de grupo, um fenômeno na qual o indivíduo tende a copiar o comportamento de um certo grupo. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira receba maior apoio dos ministérios citados, para compreenderem os ricos gerados pelas epidemias e pandemias conteporâneas.