Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/08/2021
Histeria coletiva: fenômeno sociopsicológico definido pela manifestação dos mesmos ou de semelhantes sintomas histéricos por mais de uma pessoa. Nesse sentido, é um fato dizer que, em face dos constantes problemas enfrentados pela sociedade, seja por questões ambientais, políticas ou de saúde, a perturbação coletiva tem se tornado comum na atualidade. Esse fenômeno pode ser potencializado principalmente pela disseminação de “fake news” e pelo sensacionalismo utilizado pelas mídias.
Primeiramente, a histeria coletiva pode ser causada pela propagação de “fake news”. Isso porque, com a falta de ou com informações erradas, as pessoas ficam despreparadas para enfrentar surtos patológicos. Com isso, pode haver um agravamento na epidemia e um desespero por parte da população, o que a faz procurar por soluções rápidas e ineficientes. Exemplo disso é a pandemia da COVID-19, na qual a circulação de notícias falsas, como o uso de remédios comprovados ineficazes, causou um surto coletivo para adquiri-los.
Além disso, o sensacionalismo das mídias tende a desestabilizar a população. Sob esse aspecto, o efeito exagerado que os jornais, principalmente, colocam nas notícias, com o intuito de ganhar audiência, faz com que as pessoas se desesperem. Devido a isso, a informação verídica é deixada de lado, em detrimento de números, e a sociedade é prejudicada, no sentido de não saberem com se portar diante de epidemias. Por exemplo, um jornal relacionou a vacina da COVID-19 com um caso no qual uma criança teve seu braço amputado devido à má aplicação de um medicamento, o que causou um impacto negativo em relação à vacinação.
Portanto, a histeria coletiva, diante de epidemias contemporâneas, é causada, entre outros fatores, pelas “fake news” e pelo sensacionalismo. Dessa forma, é necessário que órgãos reguladores, como o Ministério da Saúde, criem um projeto acessível a informações e cuidados a serem tomados em surtos de doenças, além de desmentir notícias falsas, por meio de um site exclusivo na internet e de horários exclusivos na televisão aberta, possibilitando o acesso pela população civil, em especial a leiga e a alienada. A partir disso, as pessoas estarão preparadas para futuras epidemias e bem informadas acerca de seus problemas e cuidados. Assim, ao longo dos anos, a histeria coletiva não será um problema para as autoridades locais.